Fortaleza, capital do Ceará, voltou a ser a 3ª cidade no ranking de imóveis de alto padrão do Índice de Demanda Imobiliária (IDI Brasil), referente ao segundo trimestre de 2026. Enquanto isso, a capital nacional, Brasília (DF), segue no topo do ranking.
Os dados são do levantamento do IDI Brasil (Índice de Demanda Imobiliária), realizado pelo Ecossistema Sienge, pelo CV CRM e pelo Grupo Prospecta, em parceria com a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC).
A capital cearense subiu da 6ª para a 3ª posição, atrás de Brasília e São Paulo, que mantêm a liderança.
Segundo Clausens Duarte, vice-presidente de Habitação de Interesse Social da CBIC, essa evolução está atrelada ao crescimento econômico da cidade, aliado à geração de empregos, organização urbana e uma cultura empresarial formada em um ambiente historicamente desafiador.
“Fortaleza não aparece apenas como um mercado que vende bem. A demanda permanece forte, e isso amplia a capacidade de sustentar novos projetos”, diz.
Gabriela Torres, gerente executiva de dados e inteligência do ecossistema Sienge, comenta que a demanda permanece forte para capitais consolidadas.
“Cidades como Fortaleza passam a reunir condições para sustentar crescimento simultâneo em diferentes segmentos de renda. Neste trimestre tivemos o crescimento notável da capital no alto padrão, mostrando oportunidades para novos lançamentos e investimentos.”
Outro grande destaque foi o município de Niterói (RJ), que teve o maior salto do alto padrão. A cidade do litoral fluminense saiu do 70º para o 23º lugar, impulsionada pela forte aceleração na velocidade de venda dos novos lançamentos.
Recife subiu da 14ª para a 7ª posição no alto padrão. A capital pernambucana também avançou nos rankings de padrão econômico e médio padrão no mesmo trimestre, sendo a única capital do país a subir posições nos três segmentos ao mesmo tempo.
Além disso, o interior paulista também galgou melhores posições no ranking. Sorocaba e Ribeirão Preto, ambas puxadas pelo ritmo de venda dos lançamentos com mais de 12 meses, se juntam a Jundiaí e Campinas e passam a figurar entre as 20 cidades com maior atratividade para imóveis de alto padrão.
Dados da CBIC mostram que, entre o quarto trimestre de 2024 e o mesmo período de 2025, os lançamentos cresceram 6,4%, as vendas avançaram 1,9% e a oferta de imóveis no país aumentou 8%.
“O brasileiro continua buscando seu imóvel próprio. Levantamento da CBIC mostra que 89% dos compradores adquirem um imóvel para moradia e, desse total, 32% buscam sair do aluguel. O uso inteligente desses dados permite que incorporadoras tomem decisões mais assertivas e reduzam o risco de ofertar empreendimentos desalinhados às necessidades reais do mercado”, diz José Carlos Martins, membro do conselho consultivo da CBIC.
No levantamento, as instituições consideram como segmento de alto padrão imóveis para famílias com renda acima de R$ 24 mil e imóveis a partir de R$ 811 mil.
Ranking das cidades mais atrativas para imóveis de alto padrão, segundo o IDI Brasil
- Brasília (DF) — Nota 0,875
- São Paulo (SP) — Nota 0,858
- Fortaleza (CE) — Nota 0,813
- Goiânia (GO) — Nota 0,775
- Rio de Janeiro (RJ) — Nota 0,761
- Curitiba (PR) — Nota 0,718
- Recife (PE) — Nota 0,669
- Florianópolis (SC) — Nota 0,664
- Porto Belo (SC) — Nota 0,638
- Itajaí (SC) — Nota 0,609
- Belo Horizonte (MG) — Nota 0,607
- Salvador (BA) — Nota 0,590
- Penha (SC) — Nota 0,579
- Aracaju (SE) — Nota 0,578
- Campinas (SP) — Nota 0,572
- João Pessoa (PB) — Nota 0,567
- Ribeirão Preto (SP) — Nota 0,554
- São Luís (MA) — Nota 0,550
- Jundiaí (SP) — Nota 0,534
- Sorocaba (SP) — Nota 0,517
Para elaborar o ranking, o IDI Brasil usa um modelo matemático que junta vários pedaços de informação sobre cada cidade para medir o quanto ela está “quente” para lançar imóveis.
O modelo é dividido em submodelos: um mede a demanda (quantos compradores em potencial existem na cidade), outro avalia a dinâmica econômica local (emprego, renda, capacidade de compra), e um terceiro olha a oferta de outros players no mercado, ou seja, a concorrência.
Além disso, o índice usa dados reais de transação do CV CRM — não é pesquisa de opinião nem autodeclaração — incluindo leads gerados na plataforma e o desempenho de lançamentos, tanto os recentes quanto os que já têm mais de 12 meses no mercado.
Cada cidade recebe uma nota que vai de 0 a 1: quanto mais perto de 1, mais atrativa ela é. Com base nessa nota, as cidades entram em cinco faixas, de “muito alta” a “muito baixa” atratividade.
Destaques no padrão econômico
No padrão econômico (renda familiar de R$ 2 mil a R$ 12 mil), Fortaleza segue na liderança pelo quarto trimestre seguido, seguida por São Paulo, Curitiba e Goiânia. Recife subiu da 9ª para a 5ª posição neste segmento.
Ranking das cidades mais atrativas para imóveis de padrão econômico
- Fortaleza (CE) — Nota 0,868
- São Paulo (SP) — Nota 0,839
- Curitiba (PR) — Nota 0,827
- Goiânia (GO) — Nota 0,816
- Recife (PE) — Nota 0,766
- Salvador (BA) — Nota 0,706
- Brasília (DF) — Nota 0,702
- Belo Horizonte (MG) — Nota 0,654
- Rio de Janeiro (RJ) — Nota 0,650
- Aracaju (SE) — Nota 0,634
No médio padrão (renda familiar de R$ 12 mil a R$ 24 mil), São Paulo, Curitiba e Goiânia mantêm as três primeiras posições pelo terceiro trimestre seguido. Recife é a única cidade a entrar no Top 10 do segmento nesta rodada, saltando da 15ª para a 4ª posição.
Ranking das cidades mais atrativas para imóveis de médio padrão
- São Paulo (SP) — Nota 0,832
- Curitiba (PR) — Nota 0,771
- Goiânia (GO) — Nota 0,758
- Recife (PE) — Nota 0,714
- Brasília (DF) — Nota 0,692
- Maringá (PR) — Nota 0,688
- Fortaleza (CE) — Nota 0,668
- Itajaí (SC) — Nota 0,660
- Belo Horizonte (MG) — Nota 0,657
- Rio de Janeiro (RJ) — Nota 0,638