Vitória, capital do Espírito Santo, passou a ter o metro quadrado mais caro do país em julho deste ano, levando em conta o patamar do preço médio, de R$ 15,6 mil, segundo dados do Índice FipeZAP. Para além do valor nominal mais alto, a capital capixaba também tem a segunda maior valorização imobiliária neste ano.
Segundo os dados do índice, que é calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX (Zap/VivaReal), a valorização imobiliária em Vitória foi de 10,24% no acumulado do ano de 2026 até então.
A única cidade a desbancá-la é Vila Velha, cidade do Espírito Santo que, justamente, é separada da capital pela Baía de Vitória e conectada à capital por pontes.
A cidade teve a maior valorização do metro quadrado em 2026, com alta de 10,7%. Em uma janela de 12 meses, a valorização registrada supera 15%, ao passo que Vitória sobe 10,16%. Vila Velha, vale destacar, tem o 9º metro quadrado mais caro do Brasil, a R$ 11,4 mil de preço médio.
O levantamento do Índice FipeZAP cobre 56 cidades brasileiras, entre elas as 22 capitais que compõem a cesta oficial do índice e outras 34 cidades que são consideradas de médio e grande porte.
As 10 maiores altas do metro quadrado neste ano
- Vila Velha (ES) — Alta de 10,70%, para R$ 11.446 por m²
- Vitória (ES) — Alta de 10,24%, para R$ 15.650 por m²
- Jaboatão dos Guararapes (PE) — Alta de 9,76%, para R$ 6.485 por m²
- Manaus (AM) — Alta de 9,19%, para R$ 7.884 por m²
- Aracaju (SE) — Alta de 8,15%, para R$ 5.826 por m²
- São Vicente (SP) — Alta de 7,16%, para R$ 5.118 por m²
- Blumenau (SC) — Alta de 6,82%, para R$ 8.177 por m²
- Campinas (SP) — Alta de 7,09%, para R$ 8.089 por m²
- São José dos Campos (SP) — Alta de 6,56%, para R$ 9.615 por m²
- Santos (SP) — Alta de 6,34%, para R$ 8.547 por m²
Das dez cidades com a maior alta de preços por metro quadrado, seis não são capitais
Entre as 22 capitais, três fecharam o acumulado do ano com alta abaixo de 0,1%: Belo Horizonte e Porto Alegre, ambas com 0,01%, e Curitiba, com 0,06%. São Paulo acumula valorização de 2,07% neste ano.