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Pinheiros Beira R$ 100 por m² no Aluguel e Se Consolida Como Bairro Mais Caro de SP; Veja Ranking

Apesar da desaceleração nacional registrada no mês, os preços de alugueis residenciais seguem acima da inflação no acumulado do ano

4 min

O bairro de Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, se consolida como o bairro mais caro da capital paulista.

Dados do Índice FipeZAP, calculado pela Fipe em parceria com o grupo OLX (Zap/Vivareal), apontam que o preço médio do aluguel em Pinheiros foi de R$ 99,60 ao fim do mês de agosto deste ano.

No acumulado de 12 meses, o aluguel subiu 7,1% no bairro em questão, sendo a maior alta percentual entre os bairros mais caros de São Paulo.

Em seguida aparecem Itaim Bibi (R$ 94), Moema (R$ 84,8), Jardins (R$ 82,6) e Paraíso (R$ 81,8).

Leblon e Ipanema, ambos bairros do Rio de Janeiro, superam Pinheiros no preço médio e seguem como os bairros mais caros do Brasil, ambos superando os R$ 100 por metro quadrado.

Os 10 bairros com maior preço médio do aluguel

  1. Leblon — Rio de Janeiro (RJ): R$ 124,1 por m²
  2. Ipanema — Rio de Janeiro (RJ): R$ 119,4 por m²
  3. Pinheiros — São Paulo (SP): R$ 99,6 por m²
  4. Itaim Bibi — São Paulo (SP): R$ 94,0 por m²
  5. Jardim dos Estados — Campo Grande (MS): R$ 88,6 por m²
  6. Setor Sudoeste — Brasília (DF): R$ 86,8 por m²
  7. Moema — São Paulo (SP): R$ 84,8 por m²
  8. Jardins — São Paulo (SP): R$ 82,6 por m²
  9. Paraíso — São Paulo (SP): R$ 81,8 por m²
  10. Copacabana — Rio de Janeiro (RJ): R$ 77,6 por m²

Olhando no recorte por município, Barueri (SP), onde fica Alphaville, segue com o maior preço médio do país. São R$ 71,92 por metro quadrado, na média.

Segundo o Índice FipeZAP, foi registrada uma queda de 0,11% nos preços do aluguel em Barueri no mês de agosto. Ainda assim, a cidade mostra apreciação de 1,5% neste ano e 2% em 12 meses.

São Paulo fica em segundo lugar, com preço médio do aluguel em R$ 65,36. A alta foi de 0,29% em agosto, acumulando valorização de 5,7% em 12 meses.

Em seguida aparecem Recife (R$ 64,19), Belém (R$ 62,15), Rio de Janeiro (R$ 61,40) e Florianópolis (R$ 61,19).

Preço dos aluguéis desacelera pelo segundo mês seguido

Os dados do Índice FipeZAP indicam que no mês de agosto os preços de aluguel residencial subiram 0,55% nas 36 cidades monitoradas, em nova desaceleração mensal.

Mesmo com a deflação de 0,32% do IPCA e de 0,22% do IGP-M, os aluguéis avançaram. Vitória (+4,01%), Campo Grande (+3,85%) e Natal (+2,82%) tiveram as maiores altas entre as capitais, enquanto Aracaju (-2,20%) registrou a maior queda.

No acumulado de 2026, o preço médio do aluguel residencial aumentou 6,56%, mais que o dobro da inflação medida pelo IPCA (+3,11%). Campo Grande liderou a valorização entre as capitais, com alta de 16,25%, seguida por Natal (+13,84%), Aracaju (+13,57%) e Fortaleza (+12,32%). Nos últimos 12 meses, a alta média chegou a 9,16%, com Aracaju (+21,61%), Fortaleza (+16,81%) e Natal (+16,60%) nas primeiras posições.

“Apesar da desaceleração observada na variação mensal, os dados ainda mostram um mercado de locação residencial aquecido. Os resultados mais recentes podem indicar uma moderação no ritmo de crescimento dos preços, mas ainda não uma reversão da tendência de valorização”, observa Mariangela Silva, economista do Grupo OLX.

“Entre os fatores que potencialmente ajudam a sustentar esse cenário está o contexto de juros elevados e crédito imobiliário mais restritivo, que pode postergar a decisão de compra de parte das famílias e manter essa demanda no mercado de locação. Além disso, a dinâmica depende da relação entre oferta e procura em cada região. Quando há demanda elevada por moradia e uma disponibilidade mais limitada de imóveis com as características procuradas pelos inquilinos, cria-se um ambiente que pode favorecer a manutenção dos preços em patamares elevados”, completa.

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