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Demanda por Escritórios de 10 Mil Metros Quadrados É “Marco Histórico” em São Paulo, Diz JLL

Número de imóveis com grandes lajes corporativas caiu de 17 para 5 em pouco mais de dois anos

4 min

Na esteira de grandes absorções no bairro de Pinheiros e na região da Chucri Zaidan, o mercado de escritórios de São Paulo registra o nono trimestre seguido com transações de lajes corporativas de mais de 10 mil metros quadrados.

A JLL, que levantou os dados do terceiro trimestre de 2026, considera o dado de grande expressão.

“Essa é uma marca histórica do mercado, e que está pautando as novas entregas, uma vez que o perfil dos edifícios que devem ser incorporados ao estoque da cidade é voltado para atender essa demanda”, diz David Aguiar, especialista em Pesquisa e Estratégia na JLL.

Os dados da consultoria indicam que, no panorama atual, a oferta de grandes lajes corporativas — acima de 10 mil metros quadrados — é de somente cinco ativos. Eles estão localizados em regiões como Berrini, Chucri Zaidan e Vila Olímpia.

Há pouco mais de dois anos, o estoque era de 17 imóveis que contemplavam lajes corporativas de mais de 10 mil metros quadrados.

JLL

Os segmentos Financeiro e Farmacêutico representam 54% da absorção no terceiro trimestre, com destaque para o Nubank, que locou cerca de 35 mil metros quadrados na região de Pinheiros, com o Cyrela Corporate, edifício que fica pronto ainda neste ano.

A Bayer locou 15,6 mil metros quadrados no edifício Alto das Nações, localizado na Chácara Santo Antônio.

As maiores transações do trimestre

  • Nubank: 34,9 mil m² no Cyrela Oscar Freire Corporate (Pinheiros / Vila Madalena)
  • Bayer: 15,6 mil m² no Alto das Nações (Chácara Santo Antônio)
  • Cyrela: 12,3 mil m² no Cyrela Oscar Freire Corporate
  • EQI Investimentos: 5,9 mil m² no Faria Lima 4440 – Acqua (Nova Faria Lima)
  • Grupo Primo: 5,2 mil m² no Arquipeo (Marginal Norte)
  • Fortinet: 4,8 mil m² no Jacks Rabinovich Corporate Boutique (Vila Olímpia)
  • StoneX: 4,4 mil m² no Tower Bridge Corporate (Berrini)
  • Itaú: 3,6 mil m² na Paulista
  • TD Synnex: 3,4 mil m² no CENU – Torre Norte (Berrini)
  • Wise Capital: 3,3 mil m² no River South (Marginal Central)

Estoque e vacância sobem no mercado de escritórios

JLL

O levantamento da JLL aponta que foram entregues 195 mil metros quadrados de novo estoque em edifícios comerciais entre julho e setembro deste ano. Desse total, 38 mil metros quadrados vieram de retrofits.

Com essa injeção de estoque, a vacância dos escritórios subiu um ponto percentual, para atuais 14,1% — ante igual etapa do ano anterior, há queda de 2,1 pontos percentuais.

“Seis regiões receberam novos empreendimentos e o aumento de vacância concentrou-se, majoritariamente, nelas”, analisa Yara Matsuyama, diretora de Locações da JLL.

Onde a vacância subiu e onde caiu

  • Chácara Santo Antônio: o Alto das Nações – Torre Corporativa (98,9 mil m², classe AA) somou 31,7% ao estoque local. A vacância foi a 43,7%.
  • Pinheiros / Vila Madalena: o Cyrela Oscar Freire Corporate (47,3 mil m², classe AA) somou 43,1% ao estoque e foi todo absorvido no trimestre. A vacância ficou em 6,8%.
  • Moema: o Indianópolis Tower (5,4 mil m²) somou 20,5% ao estoque. A vacância foi a 21,6%.
  • Jardins: o Franca 303 (6,1 mil m²) somou 7,1% ao estoque. A vacância ficou em 16,5%.
  • Centro e Paulista: retrofits (Hassib Mofarrej, com 25 mil m², e Citadel, com 12,8 mil m²) somaram 16,5% e 4,6% ao estoque, respectivamente.
  • Marginal Sul: vacância de 67,6%, a maior da cidade.
  • Regiões primárias: vacância de 10,0% (-2,3 p.p. em um ano) e preço médio de R$ 177/m² (+R$ 21).
  • Regiões secundárias e alternativas: vacância de 19,9% (-2,3 p.p.) e preço médio de R$ 90/m² (+R$ 10).

Até 2029, são previstos 309 mil metros quadrados, sendo 45% neste ano e 41% em 2027. Cerca de 48% da área prevista já está locada antes da entrega, com contratos de pré-locação.

Em termos de preço, a alta acumulada no valor médio do aluguel de escritórios é de 33% desde o primeiro trimestre de 2024.

Os maiores preços pedidos por região são os da Nova Faria Lima, que superam R$ 311 por metro quadrado. Em seguida aparecem JK (R$ 296), Faria Lima (R$ 291) e Itaim Bibi (R$ 278).

JLL espera vacância de 11,5% e 429 mil m² de absorção líquida

A JLL projeta que, até o fim deste ano, serão 301 mil metros quadrados de novo estoque, além de 429 mil metros quadrados de absorção líquida.

Até o fim de setembro, o mercado cumpriu 88% da projeção para estoque e 60% da previsão de absorção. A consultoria ainda tem um prognóstico para vacância de 11,5% em escritórios.

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