A capital do Espírito Santo continua sendo a cidade mais cara do Brasil para se comprar imóveis. O preço médio do metro quadrado residencial em Vitória chegou a R$ 15.905 em setembro, próximo da marca de R$ 16 mil, segundo o Índice FipeZAP. Com alta de 1,63% no mês, a capital do Espírito Santo segue liderando o ranking de metros quadrados mais caros entre as cidades que são acompanhadas pelo levantamento.
A valorização mensal acelerou em relação a agosto, quando os preços haviam avançado 1,31%. No acumulado de 2026, a alta em Vitória chegou a 12,04%, a maior entre as cidades pesquisadas. Em uma janela de 12 meses, os imóveis da capital capixaba ficaram 11,93% mais caros.
A alta dos preços na capital capixaba também se destaca em relação à média do levantamento. No conjunto das cidades monitoradas, valorização acumulada desde janeiro foi de 4,04%, cerca de um terço da registrada em Vitória.
Calculado pela Fipe em parceria com o Grupo OLX, o índice acompanha anúncios de venda de imóveis residenciais em 56 cidades brasileiras, incluindo 22 capitais. Por isso, os valores representam os preços pedidos pelos vendedores, e não necessariamente os efetivamente pagos nas negociações.
As dez cidades com o metro quadrado mais caro do Brasil
Vitória aparece à frente de Balneário Camboriú e Itapema, ambas no litoral catarinense. Santa Catarina concentra quatro das dez cidades mais caras da amostra, enquanto Espírito Santo e São Paulo têm duas representantes cada.
Entre as capitais, Florianópolis ocupa o segundo lugar, seguida por São Paulo. No ranking geral, a capital paulista aparece na sétima posição.
Veja os preços médios dos imóveis residenciais anunciados à venda em setembro:
- Vitória (ES): R$ 15.905/m²
- Balneário Camboriú (SC): R$ 15.369/m²
- Itapema (SC): R$ 15.340/m²
- Florianópolis (SC): R$ 13.607/m²
- Itajaí (SC): R$ 13.453/m²
- Barueri (SP): R$ 12.254/m²
- São Paulo (SP): R$ 12.206/m²
- Curitiba (PR): R$ 11.766/m²
- Vila Velha (ES): R$ 11.533/m²
- Rio de Janeiro (RJ): R$ 11.302/m²
O Espírito Santo também se destaca pela valorização de Vila Velha. A cidade acumula alta de 11,53% no ano, atrás apenas de Vitória. Em 12 meses, o avanço chega a 14,76%, o maior entre todos os municípios pesquisados.
Preços aceleram em setembro, mas ficam abaixo da prévia da inflação
O Índice FipeZAP subiu 0,58% em setembro, após avançar 0,53% em agosto. Apesar da aceleração, a alta ficou abaixo da prévia da inflação ao consumidor medida pelo IPCA-15, de 0,70%. O preço médio dos imóveis na amostra chegou a R$ 10.015 por metro quadrado.
A valorização mensal alcançou 46 das 56 cidades monitoradas. Entre as capitais, Fortaleza registrou o maior aumento, de 1,67%, seguida por Vitória. Recife teve a terceira maior alta, de 1,49%.
Na outra ponta, Campo Grande apresentou a maior queda entre as capitais, de 1,55%. Manaus registrou recuo de 0,31%, enquanto Belém teve baixa de 0,14%.
Mesmo entre os mercados com preços mais elevados, o comportamento foi desigual. Em Itapema, o valor dos imóveis caiu 0,41% no mês. Já Balneário Camboriú teve valorização de 0,17%.
Imóveis de um dormitório lideram preços e valorização em 12 meses
No acumulado de 2026, todas as cidades acompanhadas pelo FipeZAP registraram aumento nos preços. Em 12 meses, a alta alcançou 55 municípios, com São Leopoldo, no Rio Grande do Sul, como única exceção.
O índice geral acumulou valorização de 5,51% nessa janela. O avanço superou a referência de inflação utilizada no relatório, de 4,45%, que combina o IPCA dos 11 meses encerrados em agosto com o IPCA-15 de setembro.
Entre os tipos de imóveis, as unidades de um dormitório tiveram a maior valorização em 12 meses, de 7,48%. Também apresentaram o metro quadrado mais caro da amostra, de R$ 12.260.
Os imóveis de dois dormitórios, por sua vez, registraram o menor preço médio por metro quadrado, de R$ 8.989. Já as unidades de três dormitórios tiveram a maior alta de preços em setembro, de 0,61%.