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BTG Pactual Prioriza FIIs High Grade e Aumenta Exposição Ao KNCR11; Veja Carteira

Apesar da instabilidade financeira, analistas avaliam que os fundamentos operacionais dos principais segmentos de FIIs permanecem saudáveis

4 min

Em revisão da carteira teórica de fundos imobiliários (FIIs), os analistas do BTG Pactual aumentaram a exposição a MCCI11, KNCR11 e KNHF11. Em contrapartida, RBRY11 saiu do portfólio e GZIT11 teve uma redução de 0,5% na exposição.

A movimentação na carteira de FIIs do BTG Pactual é em razão de um ajuste na exposição ao setor de crédito. A visão é de que o segmento estruturado tende a apresentar maior sensibilidade no curto prazo, e portanto o RBRY11 saiu da carteira.

Em contrapartida, a casa prefere FIIs high grade, como KNCR11 e MCCI11, “que apresentam uma relação risco-retorno mais favorável”.

O incremento em KNHF11 é por conta da carteira diversificada e dos múltiplos considerados atrativos, com desconto acima da média histórica.

Sobre as últimas semanas, o BTG Pactual avalia que a renovação das preocupações com a trajetória fiscal causou alta dos juros futuros e pressionou ativos domésticos.

“Para os fundos imobiliários, esse movimento eleva o retorno exigido pelos investidores e aumenta a concorrência da renda fixa. Após a recuperação observada nas semanas anteriores, a correção também refletiu realização de lucros e revisão de carteiras. A volatilidade pode persistir, a depender das sinalizações sobre a condução da política econômica”, diz a casa.

Nesse sentido, o IFIX negocia próximo de 0,8 vez o valor patrimonial, equivalente a um desconto de aproximadamente 20%, patamar historicamente depreciado.

Já o dividend yield fica próximo de 12,5% ao ano, próximo das máximas históricas.

“Apesar da instabilidade financeira, os fundamentos operacionais dos principais segmentos permanecem relativamente saudáveis”, avalia a casa.

Nas lajes corporativas, o BTG considera que a demanda por espaços de qualidade e a baixa atividade construtiva favorecem imóveis localizados em regiões consolidadas. Na logística, a ocupação elevada e o crescimento dos aluguéis sustentam um cenário operacional positivo.

Nos shoppings, o ambiente de consumo mais desafiador exige acompanhamento, embora empreendimentos competitivos e uma base diversificada de lojistas ofereçam alguma proteção às receitas.

Por fim, nos fundos de recebíveis, a preferência recai sobre carteiras high grade, com devedores sólidos e garantias adequadas.

“Operações high yield exigem cautela adicional diante da piora das condições financeiras. Uma deterioração fiscal prolongada pode ampliar os riscos de inflação e desvalorização cambial. Nesse contexto, ativos reais podem contribuir para a preservação do patrimônio por meio da geração de renda e da recomposição dos aluguéis”, diz o BTG Pactual.

“Essa proteção, contudo, é parcial, uma vez que menor atividade econômica, vacância e inadimplência também podem afetar os resultados. Na alocação, entendemos que faz sentido equilibrar fundos de tijolo e recebíveis de melhor qualidade, priorizando rendimentos recorrentes e estruturas financeiras saudáveis. Alavancagem elevada, concentração e distribuições dependentes de resultados extraordinários merecem atenção adicional”, completa.

Veja a carteira de FIIs do BTG Pactual

Recebíveis (43,5%)

  • KNCR11 (Kinea): 15,0%
  • KNIP11 (Kinea): 14,0%
  • MCCI11 (Jive Mauá): 8,5%
  • BTCI11 (BTG Pactual): 6,0%

Galpões Logísticos (24%)

  • BTLG11 (BTG Pactual): 13,0%
  • VILG11 (Vinci Compass): 5,5%
  • HGLG11 (Pátria): 3,0%
  • BRCO11 (Bresco): 2,5%

Lajes Corporativas (9,5%)

  • PVBI11 (Pátria): 5,0%
  • BRCR11 (BTG Pactual): 4,5%

Shopping Centers (10%)

  • VISC11 (Vinci Compass): 6,0%
  • GZIT11 (Gazit): 2,0%
  • HSML11 (HSI): 2,0%

Híbrido (7,0%)

  • TRXF11 (TRX): 7,0%

Hedge Fund (6,0%)

  • KNHF11 (Kinea): 6,0%

A carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIs) do BTG Pactual para novembro de 2026 reúne 15 fundos no total e apresenta dividend yield anualizado de 11,5%.

O P/VPA médio é de 0,85x e a liquidez média é de R$ 13,7 milhões por dia. Em outubro, a carteira teve retorno de -2,71%, resultado ligeiramente melhor que o do IFIX, que recuou 2,89% no mesmo período.

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