1. Início
  2. /
  3. Forbes Mulher
  4. /
  5. Mulheres São Mais Escolarizadas, Mas Ganham Quase 20% a Menos Que os Homens
Forbes Mulher

Mulheres São Mais Escolarizadas, Mas Ganham Quase 20% a Menos Que os Homens

Dados preliminares do Censo 2022, divulgados pelo IBGE, mostram que os homens possuem um maior nível de ocupação no país

3 min

Apesar de serem mais escolarizadas, as mulheres brasileiras ganham quase 20% a menos e possuem menor nível de ocupação em relação aos homens, segundo dados preliminares do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quinta-feira (9).

Em 2022, o rendimento médio mensal das mulheres foi de R$ 2.506, 19,6% menor do que o dos homens, que receberam R$ 3.115. A disparidade salarial, que também apresenta recortes raciais, está presente em todos os níveis de instrução, sendo mais acentuada entre profissionais com ensino superior completo. Nesse caso, os salários médios foram de R$ 7.347 para homens, cerca de 60% a mais do que os R$ 4.591 das mulheres.

Mulheres são mais escolarizadas

Os dados indicam que a remuneração não reflete o nível de escolaridade dos profissionais no país. Enquanto 28,9% das mulheres ocupadas tinham nível superior completo, entre os homens, o percentual era de 17,3%. Já nas faixas de menor instrução, a representatividade masculina foi maior: 17,4% dos homens tinham ensino médio incompleto, contra 13,5% das mulheres, e 26,4% deles tinham o fundamental incompleto, ante 16,2% das mulheres ocupadas.

Salários e recortes raciais

A disparidade salarial também apresenta recortes raciais. As pessoas declaradas como amarelas tiveram, em média, os maiores rendimentos mensais em todos os níveis de instrução, seguidas pelas brancas. Mais uma vez, a maior diferença foi observada entre quem tem ensino superior completo: amarelos recebiam R$ 8.411; brancos, R$ 6.547; pardos, R$ 4.559; pretos, R$ 4.175; e indígenas, R$ 3.799.

Mulheres são maioria nas ciências

O nível da ocupação dos homens foi superior ao das mulheres em todas as faixas etárias, com percentuais de 62,9%, contra 44,9% das mulheres.

Apesar de estarem menos representadas no mercado de trabalho, as mulheres superaram os homens em três dos dez grupos analisados pelo IBGE. Elas são maioria entre os profissionais das ciências e intelectuais (60,8%), trabalhadores de apoio administrativo (64,9%) e trabalhadores dos serviços, vendedores dos comércios e mercados (58,9%).

Em outros dois grupos, a participação feminina foi inferior a 10%: operadores de instalações e máquinas e montadores (7,4%) e membros das forças armadas, policiais e bombeiros militares (9,3%).

Entre as 21 atividades classificadas pelo Censo 2022, as maiores participações femininas estavam em serviços domésticos (93,1%), saúde humana e serviços sociais (77,1%) e educação (75,3%). As menores foram: construção (3,6%), transporte, armazenagem e correio (9,3%) e Indústrias extrativas (14,4%).

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.