1. Início
  2. /
  3. Forbes Mulher
  4. /
  5. Copa do Mundo 2026: As Mulheres Que Apitam o Mundial
Forbes Mulher

As Mulheres Que Apitam os Jogos da Copa do Mundo 2026

Pela segunda vez na história, o Mundial masculino terá seis mulheres na equipe de arbitragem

4 min

A maior Copa do Mundo de todos os tempos, que teve início na última semana e se encerra em 19 de julho, dá continuidade a um avanço da representatividade feminina no esporte.

Entre os 170 oficiais de arbitragem escalados para a competição — um número recorde —, seis são mulheres. Embora elas representem apenas 3,5% do total, esta é apenas a segunda vez na história centenária do Mundial masculino que árbitras atuarão em campo. O marco foi inaugurado no Catar, em 2022, que também teve seis profissionais femininas na equipe de arbitragem.

O grupo de mulheres escalado pela FIFA para atuar nos jogos distribuídos entre Estados Unidos, México e Canadá é formado por duas árbitras centrais, três assistentes e uma oficial de vídeo (VAR). As escolhidas são dos EUA, do México e da Nicarágua.

A disparidade de gênero no apito

Para além dos holofotes da Copa do Mundo, a realidade da arbitragem também é marcada pela desigualdade de gênero. No Brasil, por exemplo, dados da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) indicam que as mulheres representam pouco menos de 20% do quadro total de árbitros do país — e a maioria atua apenas como assistente (bandeirinha), não como árbitra central.

O cenário global reflete o mesmo “teto de vidro“: embora a FIFA tenha aumentado gradativamente as oportunidades para mulheres desde a década de 1990, as árbitras ainda são minoria nas federações nacionais ao redor do mundo.

Além das exigências físicas e técnicas, o caminho até uma Copa do Mundo exige superar o machismo enraizado no esporte. Um estudo de 2025 da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) analisou o comportamento do público diante de trios femininos e constatou que as mulheres frequentemente têm sua aptidão técnica questionada, sendo tratadas como “invasoras” em um ambiente majoritariamente masculino.

Ainda assim, as árbitras da Copa do Mundo 2026 quebraram barreiras e abriram seu próprio caminho no esporte.

A seguir, conheça as árbitras da Copa do Mundo 2026

Katia Itzel García

México | Árbitra Central

Getty Images

Aos 33 anos, Katia Itzel García é a primeira mexicana a atuar como árbitra central em uma Copa do Mundo masculina. No quadro internacional da FIFA desde 2019, foi a primeira mulher a comandar um jogo da Copa Ouro masculina. Também atuou na Copa do Mundo Feminina de 2023 e nos Jogos Olímpicos de Paris 2024. Foi classificada na sexta posição no ranking de melhores árbitras do mundo da IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol) no biênio 2024/2025.

Tori Penso

Estados Unidos | Árbitra Central

Getty Images

Primeira americana escalada como árbitra central em um Mundial masculino, Tori Penso, de 39 anos, chega ao torneio credenciada por ter apitado a final da Copa do Mundo Feminina de 2023. No futebol dos Estados Unidos, ela atua regularmente na MLS (Major League Soccer) desde 2020. Internacionalmente, também liderou o primeiro trio de arbitragem feminino em competições masculinas da Concacaf (Confederação das Associações de Futebol da América do Norte, Central e Caribe) e trabalhou nas Eliminatórias da Copa.

Tatiana Guzmán

Nicarágua | Oficial de VAR

Getty Images

Especialista em análise de vídeo, Tatiana Guzmán, de 38 anos, é a primeira profissional de arbitragem da Nicarágua a ser convocada para uma Copa do Mundo. Antes de assumir a posição técnica de VAR no Mundial de 2026, estreou na primeira divisão masculina nicaraguense.

Kathryn Nesbitt

Estados Unidos | Árbitra Assistente

Getty Images

Aos 37 anos, Kathryn Nesbitt é a única do grupo em sua segunda Copa do Mundo masculina. A árbitra assistente estreou na edição do Catar, em 2022, atuando no duelo entre Inglaterra e Senegal pelas oitavas de final. No futebol dos EUA, foi a primeira mulher a trabalhar na final da MLS Cup (2020), ano em que foi eleita a melhor árbitra assistente da temporada pela principal liga de futebol masculino do país.

Brooke Mayo

Estados Unidos | Árbitra Assistente

Getty Images

Eleita a Árbitra do Ano nos Estados Unidos em 2025 pela U.S. Soccer (Federação de Futebol dos EUA), Brooke Mayo, de 37 anos, atua regularmente na MLS. Ao longo da carreira, já integrou o quadro da Copa do Mundo Feminina de 2023, dos Jogos Olímpicos de Paris 2024 e do Mundial de Clubes da FIFA de 2025.

Sandra Ramírez

México | Árbitra Assistente

Getty Images

No quadro da FIFA desde 2019, a árbitra assistente mexicana Sandra Ramírez, de 37 anos, atua nas ligas femininas e masculinas do país. Após estrear na segunda divisão nacional (Ascenso MX) em 2019, trabalhou na Copa do Mundo Feminina Sub-20 de 2022, na Costa Rica, e em diversas finais de categorias de base da Concacaf.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.