O especialista em aviação Lito Sousa, de 59 anos, recebeu o diagnóstico de doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ). A confirmação foi compartilhada por sua esposa, a empresária Mila Seidl, em agosto de 2026.
De acordo com o relato da família, o produtor de conteúdo apresenta perda progressiva de movimentos corporais, embora seu estado de lucidez permaneça preservado. O influenciador recebeu alta hospitalar em São Paulo e segue em regime de atendimento domiciliar.
O que é e quais são os sintomas da DCJ?
A doença de Creutzfeldt-Jakob é uma desordem cerebral rara, de caráter neurodegenerativo e fatal, provocada por um agente infeccioso denominado príon.
Trata-se de uma partícula de proteína anormal e altamente resistente que causa danos estruturais ao cérebro, conferindo ao órgão um aspecto esponjoso.
Os sintomas da DCJ são caracterizados por um declínio cognitivo e psicomotor rápido. O quadro clínico inicial comumente apresenta:
- Perda de coordenação motora (ataxia) e tremores;
- Espasmos musculares involuntários (mioclonia) e paralisias;
- Perda de memória, desordem mental e demência;
- Distúrbios de linguagem, visão, fadiga e alterações no sono.
Quais são as causas da doença de Creutzfeldt-Jakob?
A maioria absoluta dos casos de DCJ ocorre de forma esporádica, correspondendo a aproximadamente 85% dos registros no mundo. Nessa manifestação, a causa da doença é desconhecida e não existe padrão de transmissão conhecido ou histórico familiar relacionado.
Outras formas clínicas mapeadas pela medicina incluem a hereditária, que representa entre 5% e 15% dos casos e é provocada por mutações genéticas de caráter familiar, e a iatrogênica, com menos de 1%, associada à contaminação acidental por procedimentos invasivos e ao uso de equipamentos cirúrgicos infectados.
Em casos muito raros, a contaminação ocorre pela ingestão de carne bovina contaminada pela encefalopatia espongiforme bovina, conhecida como “doença da vaca louca”. A DCJ não é contagiosa por contato social diário ou por vias aéreas.
90% das pessoas morrem em um ano
Até o momento, não existe terapia capaz de reverter ou interromper a evolução da doença de Creutzfeldt-Jakob. Cerca de 90% das pessoas acometidas evoluem para óbito em até um ano após as primeiras manifestações clínicas.
Por esse motivo, a indicação médica se concentra em suporte paliativo multidisciplinar, com o objetivo de aliviar dores e controlar os sintomas neurológicos do paciente.