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FDA Aprova Exame de Sangue para Alzheimer Desenvolvido Pela Roche e Eli Lilly

Exame busca identificar sinais de Alzheimer em pacientes com mais de 55 anos e pode facilitar o diagnóstico da doença

2 min

A FDA aprovou o exame de sangue Elecsys Phospho-Tau (217P) Plasma, que, segundo a Roche e a Lilly, é o único teste sanguíneo de biomarcador único desenvolvido para avaliar a probabilidade de presença de patologia amiloide, uma alteração cerebral associada à doença de Alzheimer.

Anteriormente, os médicos podiam diagnosticar a patologia amiloide por meio de exames de PET ou de testes do líquido cefalorraquidiano — ambos procedimentos caros e invasivos. Segundo Roche e Lilly, o novo exame foi desenvolvido para ser “minimamente invasivo” e se integrar facilmente aos “fluxos de trabalho laboratoriais existentes”, sem exigir que os laboratórios adquiram equipamentos adicionais.

No entanto, o teste não foi desenvolvido para ser utilizado isoladamente no diagnóstico de Alzheimer. Os resultados devem ser interpretados em conjunto com outras informações clínicas do paciente.

A Labcorp e a Quest Diagnostics, duas grandes empresas que oferecem serviços de análises clínicas, afirmaram que planejam começar a disponibilizar o novo exame.

A FDA já havia aprovado o primeiro exame de sangue para Alzheimer em maio do ano passado. Desenvolvido pela empresa japonesa de biotecnologia Fujirebio, o teste também identifica placas amiloides no plasma e pode ser usado para “prever com segurança” a presença de patologia amiloide.

6,7 milhões. Esse é o número de idosos que vivem com diagnóstico de doença de Alzheimer nos Estados Unidos, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). A doença é a forma mais comum de demência e representa entre 60% e 80% de todos os casos. O CDC estima que esse número dobre até 2060.

No entanto, pesquisadores acreditam que a quantidade de casos de Alzheimer ainda não diagnosticados pode ser muito maior. Uma pesquisa publicada pela Alzheimer’s Disease International em 2021 apontou que 55 milhões de pessoas em todo o mundo viviam com demência, mas cerca de 75% dos casos permaneciam sem diagnóstico.

*Matéria originalmente publicada em Forbes.com

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