Google e empresas de publicidade online são alvos de novas queixas sobre privacidade na UE

Carlo Allegri/Reuters
Carlo Allegri/Reuters

Queixas contra o Google são por suposta violação dos direitos de privacidade dos europeu

O Google, unidade da Alphabet, e empresas de publicidade digital são alvos de novas queixas sobre a forma como vendem anúncios a anunciantes por meio de um leilão, que foram apresentadas em seis países da União Europeia hoje (10).

Desde 2018, queixas foram submetidas em 15 países da UE sobre sistemas de leilão em tempo real, parte essencial da indústria de publicidade online de hoje, por suposta violação dos direitos de privacidade dos europeus.

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O método é usado pelo Google e por empresas que fazem parte do Interactive Advertising Bureau (IAB), um grupo de lobby e padrões para a indústria global de publicidade online que representa mais de 650 empresas de mídia e tecnologia.

A Civil Liberties Union for Europe de Berlim, o Open Rights Group do Reino Unido e o grupo de direitos humanos e liberdade Panoptykon Foundation coordenaram queixas de grupos de direitos humanos e digitais na Croácia, Chipre, Grécia, Malta, Portugal e Romênia aos seus respectivos reguladores.

“Hoje, mais grupos da sociedade civil estão se voltando contra este modelo de publicidade invasivo e pedindo às autoridades de proteção de dados que se levantem contra as práticas prejudiciais e ilegais utilizadas”, disse Orsolya Reich, executivo sênior do Liberties, em comunicado.

O grupo pediu que os órgãos de privacidade nos seis países se unissem aos principais órgãos de supervisão na Irlanda e na Bélgica, que estão analisando queixas semelhantes.

“Uma investigação conjunta é necessária aqui, já que os leilões em tempo real funcionam da mesma maneira além das fronteiras e produzem os mesmos efeitos negativos em todos os Estados membros da UE”, disse o grupo.

O Google disse que já implementou fortes proteções de privacidade em consulta com os reguladores europeus e está comprometido em cumprir o GDPR, o marco regulatório de proteção de dados da UE que entrou em vigor em 2018. (Com Reuters)

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