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7 casos em que a implementação da inteligência artificial foi um fiasco

Usufruir da tecnologia exige alguns pilares, como transformação cultural e comunicação

4 min
 Colin Anderson Productions pty ltd/Getty Images
Colin Anderson Productions pty ltd/Getty ImagesSoluções baseadas em algoritmos, sistemas de aprendizado, entre outras, conseguem simular capacidades humanas ligadas à inteligência

É visível o espaço que a inteligência artificial vem ganhando ao longo dos últimos anos. Segundo a IDC (International Data Corporation), só em 2021 os gastos com a tecnologia podem chegar a US$ 464 milhões no Brasil. 

Não há dúvida de que as soluções baseadas em redes neurais artificiais, algoritmos e sistemas de aprendizado, entre outras, que conseguem simular capacidades humanas ligadas à inteligência – como o raciocínio, a percepção de ambiente e a habilidade de análise para a tomada de decisão – podem ser de grande valia para um número imenso de aplicações. No entanto, há muitas controvérsias, inclusive entre nomes importantes do mundo da tecnologia.

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Há alguns anos, Elon Musk, o visionário dono da Tesla e da SpaceX, disse que, em menos de uma década, o desenvolvimento da inteligência artificial poderia levar robôs a ganharem autonomia a ponto de decidirem até matar os seres humanos. Bill Gates, cofundador da Microsoft, prontamente discordou do colega, alegando que o perigo não era iminente e que “não deveríamos entrar em pânico”.  Quem também entrou na discussão foi Mark Zuckerberg, do Facebook, que disse estar otimista com relação ao futuro da IA e seu potencial de melhorar a humanidade.

Mas o fato é que, apesar do enorme passo que a tecnologia pode representar em termos de substituição de trabalhos repetitivos – liberando nós, seres humanos, para fazer aquilo que fazemos de melhor, ou seja, tarefas ligadas à criatividade –, ainda há muito o que aprender sobre uma implementação eficiente. 

COMO FAZER DAR CERTO

Para Jhonata Emerick, CEO da Datarisk, empresa brasileira especializada em soluções de machine learning para análise de dados que atende clientes como Raízen, Sanofi, Souza Cruz, Basf, Suvinil e Riachuelo, existem alguns pilares que devem ser levados em consideração por companhias interessadas em usufruir dos benefícios da tecnologia. O primeiro deles, claro, está relacionado justamente aos dados

“Sem eles não conseguimos fazer nada. E, muitas vezes, a repetição do padrão é justamente o que confunde a tecnologia”, diz ele, referindo-se aos vieses inconscientes que interferem no resultado. “Se usarmos sempre os mesmos parâmetros, quando surgir algo diferente o sistema vai se atrapalhar e oferecer um resultado falso positivo, por exemplo, ou totalmente excludente”, explica.

Em seguida, o executivo diz que a estratégia de IA precisa apoiar a estratégia de negócios da companhia – e não o contrário.  “O que costuma funcionar muito bem é uma intersecção entre as áreas de negócios e as áreas técnicas. Não adianta envolver apenas o pessoal de TI. Os colaboradores das unidades de negócios precisam conseguir visualizar de que maneira a tecnologia vai impactar seu dia a dia e podem contribuir muito”, diz o especialista.

Outra dica é começar pequeno. “Escolha uma área para ser o projeto piloto. Uma que não seja simples demais para ser ignorada, nem complexa demais que aumente as chances de fracasso”, aconselha. “O sucesso desse projeto piloto facilita muito a expansão da inteligência artificial para outros departamentos e operações”, diz, citando como possíveis pontos de partida áreas com processos muito repetitivos e resultados fáceis de serem comprovados. 

Por fim, Emerick aponta a transformação cultural pela qual as pessoas precisam passar para que uma implementação desse tipo funcione. “É importante que as companhias, principalmente aquelas da economia real, menos acostumadas à tecnologia, não esbarrem no fator humano. Para isso, a comunicação é fundamental, assim como o apoio da liderança, que precisa entender que existe um prazo para que os resultados comecem a aparecer. As expectativas precisam estar alinhadas”, diz, garantindo que tudo isso vale a pena. “Quanto mais usuários, mais dados e mais modelos preditivos que ajudam a entender as reais necessidades.  Isso gera melhores produtos e serviços, que atraem mais usuários e mais dados. É um ciclo virtuoso.”

Essas dicas ajudam a evitar que a implementação da inteligência artificial seja um verdadeiro fiasco, como os 7 casos relatados a seguir:

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