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Especial Mulheres na Tecnologia: 13 fundadoras de edtechs que estão levando capacitação para todos os cantos do país

Elas criaram ferramentas, metodologias e recursos para ensinar de tudo, a partir de qualquer lugar

4 min

Divulgação

O setor da educação foi chacoalhado pela pandemia de Covid-19 e, se não fosse a tecnologia, o impacto certamente teria sido infinitamente maior. Mas, mesmo antes da crise sanitária, as edtechs já eram muita representativas no ecossistema de inovação brasileiro, levantando mais de US$ 170 milhões no Brasil desde 2010 em 130 rodadas de investimento. E o mesmo acontece quando segmentamos as startups por gênero.

De acordo com o “Female Founders Report”, estudo elaborado pela empresa de inovação Distrito em parceria com a Endeavor, rede global de empreendedorismo, e a B2Mamy, empresa que capacita e conecta mães ao ecossistema inovador, apenas 4,7% das 6.280 startups analisadas são fundadas exclusivamente por mulheres. Nesse universo, os destaques são os setores de saúde e biotecnologia (15,2%), educação (12,7%), serviços financeiros (8,2%) e varejo (8,1%).

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“Empreender no Brasil é desafiador, já que a desigualdade de gênero é óbvia no ecossistema de inovação. O índice de startups lideradas por mulheres ainda é muito baixo, o que é um grande contrassenso já que sabemos que a liderança feminina tende a promover um resultado 25% melhor”, diz Marcela Quintella, cofundadora da Education Journey, que conecta profissionais e suas famílias às soluções educacionais mais inovadoras disponíveis do mercado.

Para Paola Cicarelli, da plataforma EAD Cuboz, o que acontece no setor de tecnologia e inovação é o reflexo, um tanto piorado, da nossa cultura. “Nós enfrentamos os mesmos desafios que todas as mulheres encaram diariamente em quase todas as profissões. Estruturalmente, no Brasil, há uma cultura que define veladamente barreiras que são extremamente difíceis de serem ultrapassadas por mulheres, negros, homossexuais e todas as demais minorias. No ecossistema de startups essas barreiras são ainda mais visíveis”, diz.

LEIA MAIS: Ecossistema de inovação tem apenas 4,7% de startups fundadas por mulheres – Forbes Brasil

Paola conta que, até hoje, é uma das poucas mulheres em eventos e reuniões do setor. “Conseguimos contar nos dedos a quantidades de founders mulheres participando de programas de aceleração e de rodadas de investimentos. Muitos assuntos ainda são discutidos em reuniões e locais onde as mulheres não se sentem à vontade ou não são bem-vindas”, explica. “Por isso, muitas mulheres desistem de buscar investimento ou colocam um sócio para fazer este papel. Em uma sociedade sexista, é extremamente desconfortável para uma mulher assumir uma posição em que precise pedir dinheiro a um homem.”

Iona Szkurnik, sócia de Marcela na Education Journey, aponta uma outra perspectiva. “Nós, mulheres, somos mais inseguras do que os homens e nos cobramos de ter todas as habilidades necessárias antes de começar um novo desafio. Só nos candidatamos a uma vaga, por exemplo, quando preenchemos todos os requisitos, só abrimos a boca quando temos certeza do que vamos falar”, diz.

A dica dessas mulheres para quem pretende seguir nesse caminho é investir em outra coisa: sororidade. “Precisamos nos ajudar até que o sexismo estrutural da nossa sociedade seja resolvido. Também podemos buscar apoio em homens que já entenderam que o mundo precisa mudar”, diz Paola.

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Carine Roos, da Newa, startup que capacita times corporativos com vistas à diversidade e inclusão, diz que é imprescindível ter um networking ativo dentro do ecossistema para que os desafios sejam compartilhados e para que aquelas que já estão trilhando esse caminho há mais tempo possam contribuir com sua experiência e ensinamentos. “Quanto mais startups fundadas e lideradas por mulheres forem criadas e tiverem apoio para vencer os obstáculos, mais diverso e inovador fica o ecossistema – e todos se beneficiam com isso”, diz.

Marcela Quintella concorda. “Garantir um número maior de empresas fundadas por mulheres não é apenas uma questão de ética, mas sim de impacto socioeconômico.”

Na segunda semana da série especial Mulheres na Tecnologia, o ForbesTech traz 13 fundadoras de edtechs que estão levando conhecimento e capacitação para pessoas em todos os cantos do país:

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