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Tecnologia da fé: 8 apps que aproximam seguidores de suas crenças em tempos de isolamento social

Pandemia impulsionou a digitalização de práticas religiosas e conteúdos

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Getty ImagesDurante a pandemia, aplicativos e redes sociais foram as plataformas para o exercício da fé

O mercado de aplicativos para dispositivos móveis teve bons resultados em 2020. Impulsionado pela pandemia de Covid-19, esse segmento da economia digital movimentou US$ 112 bilhões (R$ 590 bilhões) no ano passado, de acordo com estimativa da empresa de análise de dados Adjust. Embora a companhia aponte os setores de serviços financeiros, jogos e e-commerce como os de maior crescimento, há um nicho de alta retenção de usuários, mas que tem passado despercebido pelos analistas: o das plataformas religiosas.

Com as restrições impostas pela crise sanitária, templos, igrejas e outros espaços religiosos tiveram de fechar suas portas, evitando a reunião de seus adeptos. A solução para continuar a transmissão dos ensinamentos e  louvores, muitas vezes, foi recorrer às redes sociais e às plataformas digitais. “Por conta da pandemia, a digitalização da fé foi algo impulsionado pela necessidade”, afirma o mestre em ciências da religião pela PUC-SP, Renan Carletti. “Houve uma conquista do espaço digital para algumas religiões, principalmente em termos de produção de conteúdo.”

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As transmissões ao vivo e a publicação de textos, imagens e vídeos, por exemplo, foram alguns dos recursos utilizados por líderes religiosos para se conectarem aos seus públicos. “As redes sociais trazem um ‘gostinho’ da experiência coletiva antes presente em espaços religiosos”, diz Carletti. O especialista afirma que, apesar da pandemia ter intensificado a adoção da internet para experiências religiosas, ela também reforçou a importância do espaço físico para essas práticas. “O ritual religioso tem um elemento muito forte que necessita de uma presença física e coletiva.”

A impossibilidade de ir às missas, cultos e outras celebrações religiosas foi um dos motivos que impulsionou a adoção do aplicativo Glorify pelos cristãos no Brasil. Criada em 2019, a plataforma foi lançada em janeiro deste ano no país e conseguiu atrair 600 mil usuários brasileiros em menos de um semestre. “Por conta da pandemia, as pessoas passaram mais tempo em casa e na internet, e muitas delas procuraram uma forma de exercitar sua fé online”, afirma o cofundador da plataforma Edward Beccle, em entrevista à Forbes.

O empreendedor inglês conta que o aplicativo decolou no país impulsionado pelo boca a boca e também pelo apoio de embaixadores e influenciadores cristãos. “Temos um crescimento de usuários insano no Brasil”, diz Beccle. “Os brasileiros apresentaram um engajamento incrível com o nosso aplicativo, muito maior do que nos Estados Unidos e no Reino Unido.” Segundo o Glorify, por aqui, a plataforma já teve mais de 12 milhões de sessões e soma mais de 40 milhões de minutos de conteúdo escutados.

Veja, na galeria a seguir, oito aplicativos, de seis religiões diferentes, que oferecem conteúdo e funcionalidades para aproximar os seus usuários da fé em tempos de restrições sanitárias:

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