Por que os gamers valorizam tanto as roupas e acessórios virtuais?

Pesquisa da plataforma Nimo TV, a pedido da Forbes Brasil, revela que 42% dos jogadores brasileiros compram itens digitais regularmente em games.

Luiz Gustavo Pacete
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Licenciamentos de personagens da Marvel, por exemplo, vêm se tornando uma fonte lucrativa dentro dos games

Acessibilidade


Qual o valor de uma skin para um gamer? Essa foi uma das perguntas feitas na pesquisa encomendada pela Forbes Brasil para a Nimo TV, plataforma de conteúdo. Nos jogos, uma skin, ou acessório virtual, pode representar muitas coisas, desde a roupa para vestir o avatar de um competidor até itens como armas e ferramentas que afetam na performance dos jogadores. Estima-se que esse mercado, de venda de ativos virtuais dentro de jogos, movimente mais de US$ 50 bilhões ao ano.

De acordo com o levantamento feito pela Nimo TV, 42% dos gamers consultados dizem que compram skins regularmente ante 58% que não o fazem. Para 61% dos que declaram comprar itens virtuais, são gastos até R$ 30 por aquisição. Outros 39% dizem gastar mais que essa média. Ao responderem a pergunta sobre a importância dos itens para o jogo, os participantes mencionam o fato de deixar o personagem mais bonito, de dar mais vontade de jogar e de desenvolver uma conta mais interessante para ser vendida.

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Os cinco jogos mais mencionados em compra de skins são Fortnite, Free Fire, Roblox, League of Legends e Call of Duty: Warzone. “A skin pode falar muito sobre o jogador que a está usando. Além do visual diferenciado, ela pode passar uma mensagem, desde algo de valor cultural a autoridade dentro do jogo. É uma forma de expressão bem forte dentro do universo gamer e que mostra uma identidade única para cada player”, diz Rodrigo Russano Dias, Head de PR e Social Media da Nimo TV do Brasil.

Maioria dos gamers não entendem NFT

Outra pesquisa da Nimo TV também mostrou que 56% dos gamers do país ainda não entendem de forma clara o conceito de NFT. Os NFTs são, resumidamente, tokens não fungíveis e criptográficos que representam algo único, que não pode ser propriedade de outra pessoa, a não ser do dono que criou ou pagou por ele. Os NFTs têm se tornado cada vez mais populares ao redor do mundo graças ao interesse por gerar renda de uma forma bem diferenciada e divertida: jogando.

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Para se ter dimensão do tamanho da popularidade desses games, de acordo com um levantamento da NewZoo, 67% dos jogadores no mundo estão interessados em assistir a um desfile de moda, no metaverso, para conhecerem marcas ou cosméticos da vida real, o que impulsiona ainda mais a criação de NFTs.

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Avatar de Neymar no Fortnite é uma das formas de atrair os fãs para a aquisição de itens customizados

O setor gerou mais de R$ 115 bilhões em negociações no ano passado, segundo a DappRadar, startup que levanta dados sobre atividades em plataformas blockchain. No entanto, no Brasil, o levamento da Nimo TV indica que 91% dos jogadores do país nunca compraram uma NFT, enquanto apenas 18% jogam esse tipo de game.

“É algo ainda em ascensão no Brasil, isso é fato. Mas considerando as tendências no mundo todo, vemos um potencial gigante para o aumento do acesso e interesse em jogos NFT”, afirma Rodrigo Russano.

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