Startup criada por brasileiras leva tecnologia de live-commerce ao SXSW

A Mimo Live Sales é uma das empresas brasileiras presentes na feira de inovação promovida pelo festival que ocorre em Austin, no Texas.

Luiz Gustavo Pacete
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Divulgação

Etienne Du Jardin, cofundadora e CPO e Monique Lima, Co-fundadora e CEO

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Avaliado em mais de US$ 155 bilhões em receitas anuais e com perspectivas de crescimento cada vez mais promissoras, o live-commerce, prática de vendas de produtos ao vivo por meio de influenciadores, tornou-se uma estratégia relevante de grandes varejistas brasileiros. Americanas, Magazine Luiza, Mercado Livre e outras empresas estão investindo em tecnologia e parcerias para ampliar a capacidade de vendas ao vivo. Esse movimento vem permitindo o surgimento de empresas cada vez mais especializadas como a Mimo Live Sales.

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Criada em 2020 por Monique Lima e Etienne Du Jardin, a startup está presente, nesta semana, no South by Southwest (SXSW), evento de inovação que ocorre em Austin, no Texas, desde o dia 11 de março. A exposição ajuda na atração de investidores e na promoção da empresa no mercado global. Na prática, a Mimo Live permite a venda, interação e outras funções customizadas para marcas que queiram vender ao vivo pela internet. “Desde que lançamos no Brasil, sempre tivemos demanda de clientes de fora do país. Fomos, pouco a pouco, melhorando o nosso produto e automatizando processos para dar esse passo. Hoje as marcas já conseguem fazer as lives sozinhas, com autonomia e flexibilidade.” conta a CEO e Co-fundadora, Monique Lima.

Desde que surgiu, a plataforma já realizou mais de 200 transmissões para diversos segmentos e marcas como C&A, Diageo, Whirlpool e Bayer. “Conquistamos um grande espaço no mercado brasileiro e, a partir do SXSW, nosso desejo é abrir portas para o mercado internacional. Estamos animadas pelo fato de participar de um evento tão relevante, como o SXSW.” Completa Etienne Du Jardin, cofundadora e CPO. “Com a tropicalização que fizemos do live-commerce para o mercado brasileiro, ouvimos de grandes marcas que a revolução do e-commerce chegou. Com a possibilidade de um atendimento mais humanizado através do digital em escala e com alta conversão de vendas, o essa tecnologia tem provado que chegou para ficar mesmo depois da pandemia, como parte importante da estratégia de conteúdo e engajamento das marcas”, diz Etienne.

Qual o potencial do live-commerce no Brasil?

O live-commerce está em alta no Brasil, sobretudo pelo entusiasmo dos brasileiros com redes sociais e tecnologia. Além disso, grandes players de varejo que atuam no país vêm investindo neste tipo de tecnologia. Em entrevista à Forbes Brasil, no final do ano passado, Sean Summers, Chief Marketing Officer do Mercado Livre, afirmou que o formato faz parte da estratégia da companhia para crescer na região. “O Mercado Livre sempre foi muito bom em ajudar as pessoas a encontrarem de forma rápida o que elas buscavam, mas nunca eficiente no sentido de despertar desejo. E as lives funcionam de forma muito eficiente para isso”. Ainda segundo Sean, elas serão fundamentais para ampliar a participação do e-commerce no Brasil que ainda é de 10%, enquanto em países desenvolvidos chega a 25%.

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Em outubro do ano passado, o Kwai, aplicativo chinês de vídeos curtos e um dos maiores players de live-commerce do mundo, ampliou suas operações no Brasil. Ele foi criado na China em 2011. Em sua primeira fase, tinha foco em compartilhamento de gifs. Em 2012, direcionou sua estratégia para vídeos. Atualmente, a base de usuários ativas mensais ultrapassa 1 bilhão de pessoas e, além do conteúdo, a plataforma está associada ao social-commerce e live-commerce, duas tendências importantes na dinâmica de transformar redes sociais em canais de vendas. No ano passado, o aplicativo movimentou, na China, US$ 51,5 bilhões por meio de transmissões ao vivo. O TikTok, concorrente direto da plataforma, vendeu US$ 30,1 bilhões em seu país de origem.

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