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Nestlé inicia nova fase de digitalização com hub para startups

Carolina Sevciuc, diretora de transformação digital da companhia, que inaugurou a área em 2018, fala sobre o amadurecimento da relação com o ecossistema

5 min
Divulgação
Carolina Sevciuc, diretora de transformação digital da Nestlé Brasil

A Nestlé Brasil lançou ontem (2), em São Paulo, o que pode ser chamada da nova fase de digitalização da companhia. O Panela House atuará como um espaço de inovação aberta e vai incubar novos modelos de negócios. A inauguração foi marcada pela abertura de Marcelo Melchior, CEO da Nestlé Brasil que, em 2018, convidou Carolina Sevciuc, então diretora de Nescafé, e atual diretora de transformação digital, para liderar a área de inovação da empresa.

“Quando falamos em tecnologia, inovação ou transformação digital, não é apenas sobre drones, inteligência artificial ou muitas das coisas que estão aparentes, é sobre mudar processos, cultura e, principalmente, a maneira como nos relacionamos com os consumidores e parceiros. Esse novo momento da inovação da Nestlé, passados cinco anos, mostra que esse processo é contínuo e demanda persistência e, sobretudo, mudança de mentalidade”, disse Marcelo.

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Para Carolina Sevciuc, o Panela House chega com objetivo de auxiliar no desenvolvimento de empresas nascentes e em operação, oferecendo espaço físico, suporte técnico, gerencial e formação complementar ao empreendedor. “Nossa premissa é da colaboração e temos a oportunidade, como companhia, de gerar novos negócios e impactos para o ecossistema alimentar. Nosso objetivo com o Panela House é aproximar ainda mais esse ecossistema e evoluir em ideias que possam transformar negócios.” O Panela House conta com a atuação conjunta de vários executivos da área de inovação, entre eles Renata Giometti, gerente executiva de inovação e novos negócios, Carolina Falcoski,  head de inovação aberta e Denis Chamas, gerente sênior de inovação e novos negócios.

Inovação sistêmica

A executiva também ressaltou o compromisso da empresa com a inovação sistêmica, em outras palavras, que gere impacto em todo o ecossistema da compannhia, da produção sustentável no campo, passando pelo jurídico e no conhecimento do consumidor. “A inovação passa não só pelo negócio, mas também por propósito e compromissos. Recentemente, a criação inédita de um produto de impacto social, em parceria com a Gerando Falcões, deixa isso muito claro, que inovar a partir de parcerias relevantes também gera transformações”, destacou Carolina.

Divulgação Nestlé
O Panela recebeu startups parceiras e jornalistas na inauguração feita terça-feira (2)

Em fevereiro deste ano, a empresa lançou, em parceria com Edu Lyra, fundador da Gerando Falcões e 30 Under 30, da Forbes, uma linha de barra de cereais cujos lucros estão sendo revertidos para o combate à pobreza no Brasil. Nos últimos três anos, a Nestlé já se conectou com 1800 startups, desenvolveu 150 pilotos e implementou 50 projetos em escala. Dentre outros projetos deste período está o Vem De Bolo, um marketplace de bolos criado em 2020 que chegou a ser considerada uma das primeiras startups dentro da companhia.

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Outro projeto, o Empório Nestlé, também surgiu da busca por agilidade e, principalmente, pela compreensão dos novos hábitos de consumo. “Nunca fez tanto sentido enxergar o consumidor no centro e a área de inovação parte desta premissa. Tudo que fazemos tem que estar baseado no conhecimento e naquilo que eles estão nos demandando. Naturalmente que, neste processo, é importante respeitar a história, o impacto e a essência dos nossos produtos, mas sempre trazendo agilidade, conveniência e significado para as pessoas”, ressaltou Carolina.

Consumidor no centro

Outro elemento importante deste processo, segundo Carolina, é a relação com as startups. A Nestlé, nestes cinco anos, já desenvolveu vários programas direcionados a startups e scale-ups, inclusive, em parceria com a Endeavor e outros ecossistemas de inovação. “Essa relação precisa ser feita a partir de muita escuta. Estar próxima a uma startup não significa, necessariamente, que dessa relação saia uma venda, uma compra ou um negócio, mas a vivência e a troca por si só já são muito ricas. Além disso, relacionar-se com startups, para nós, que somos uma grande companhia, requer a revisão de processos, uma mudança cultural e a busca por agilidade”, destaca.

Por fim, Carolina destacou que a inovação também motiva novas discussões e a composição sobre métricas. “É importante metrificar a inovação, estamos falando de uma dinâmica de negócios que também está baseada em resultados. Por isso, minha conversa com nosso CFO é frequente e demanda esse alinhamento. Um produto de impacto social, como o que criamos com a Gerando Falcões, também precisa ter suas métricas, não só pelo resultado, mas para indicar o ciclo e o êxito das iniciativas”, destaca Carolina.

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