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“As Empresas Não Estão Preocupadas”, Diz Presidente do Google Cloud para América Latina sobre Possível Interferência dos EUA

Durante o Google Cloud Summit Brasil, Eduardo López afirmou que a possibilidade de tensões geopolíticas aplicadas ao desenvolvimento tecnológico não é uma preocupação entre os clientes da região

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O Google Cloud, vertente de infraestrutura tecnológica do Google, realizou nesta quarta-feira (10) um evento em São Paulo para anunciar algumas novidades para o mercado brasileiro. Os destaques incluem a instalação de TPUs, “chips” desenvolvidos para acelerar a inteligência artificial, na região local de data centers, a possibilidade de operar o Gemini 2.5 no Vertex AI de forma independente no país e o treinamento de 200 mil profissionais e estudantes em IA.

Pela primeira vez no Brasil, Thomas Kurian, CEO do Google Cloud, afirmou que o país é um dos “mercados de tecnologia que mais cresce no mundo, com uma vibrante comunidade de startups e desenvolvedores”.

O desembarque de infraestrutura avançada mira, principalmente, setores regulamentados, clientes com grandes volumes de dados e com requisitos rígidos de soberania da informação, como a Receita Federal. Os novos recursos, como o Google Distributed Cloud, viabilizam operações como a utilização do Gemini a partir de data centers externos.

Enquanto a preocupação de analistas em relação à soberania de dados brasileira aumenta — principalmente devido às recentes ameaças do governo dos Estados Unidos a países que negociam, por exemplo, com empresas chinesas e outros “rivais” tecnológicos —, Eduardo López, presidente do Google Cloud para América Latina, não vê os clientes latino-americanos tão preocupados com as questões geopolíticas.

No entanto, o executivo argentino pontuou que, caso o governo americano obrigue a companhia a compartilhar alguma informação confidencial, o Google entregaria “algo que ninguém vai entender”, devido às ferramentas de criptografia e segurança que os dados que os consumidores dispõem.

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