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Era dos Agentes: o Que a Compra da Manus AI Significa para o Futuro da Meta

De origem chinesa, mas sediada em Singapura, a empresa está avaliada entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões; o negócio é um dos mais significativos envolvendo a companhia de Mark Zuckerberg

3 min

A confirmação da aquisição da Manus AI pela Meta, em uma transação estimada entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões, o valor de mercado da Manus, representa um marco na transição da indústria de tecnologia da era da “IA generativa” para a era da “IA agêntica”. Mark Zuckerberg não está apenas comprando uma startup de sucesso, ele está adquirindo a infraestrutura necessária para transformar suas redes sociais em plataformas de execução autônoma. Enquanto os modelos de linguagem anteriores focavam em prever a próxima palavra, a tecnologia da Manus, o chamado “Action Engine”, foca em completar a próxima tarefa.

O que diferencia a Manus no mercado é a sua capacidade de operar como um agente de propósito geral que navega pela internet e utiliza softwares exatamente como um ser humano faria. Os números por trás da startup sediada em Singapura são agressivos e explicam o apetite. Em menos de um ano, a empresa saltou de uma ideia para uma receita recorrente anual de US$ 125 milhões, processando 147 trilhões de tokens e criando milhões de ambientes virtuais para automação.

Para a Meta, o significado dessa movimentação é puramente econômico e estrutural. Ao integrar a tecnologia da Manus ao ecossistema do WhatsApp, Instagram e Facebook, a companhia resolve o maior gargalo das pequenas e médias empresas: a conversão de vendas e o suporte logístico. Com agentes autônomos, um perfil de negócios no Instagram deixará de ser apenas uma vitrine para se tornar uma operação completa, capaz de processar pedidos, gerenciar estoques e resolver disputas de clientes sem supervisão humana constante. É a tentativa definitiva de Zuckerberg de transformar o WhatsApp no “aplicativo de tudo” do Ocidente, centralizando serviços financeiros e comerciais dentro de sua interface.

Além do aspecto comercial, a aquisição carrega um peso geopolítico e competitivo. Ao absorver os talentos e a propriedade intelectual da Manus , que já nasceu com uma visão global a partir de Singapura, a Meta se posiciona à frente de rivais como a OpenAI e o Google na corrida pelos agentes de IA. A estratégia é clara: em vez de apenas fornecer uma ferramenta onde o usuário faz perguntas, a Meta quer ser o sistema operacional onde a IA toma decisões e executa projetos.

De acordo com 0 Wall Street Journal, o atual CEO da Manus AI e cofundador da empresa, vai se reportar a Javier Olivan, diretor de operações da Meta.

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