A plataforma RentAHuman.ai formalizou recentemente a entrada de agentes de inteligência artificial no mercado de contratação de serviços físicos. O sistema opera por meio de algoritmos de IA que atuam como contratantes de humanos para tarefas no mundo real.
A IA gera uma ordem de serviço, como verificações técnicas ou coletas presenciais, e o humano executa a tarefa sob monitoramento do sistema. A liquidação financeira ocorre via criptomoedas, permitindo autonomia financeira ao agente de software.
Lançada na semana passada por Alexander Liteplo, engenheiro dos protocolos cripto UMA e Across, a plataforma se posiciona como a “camada física para a IA”. O conceito central é que, embora a IA possa planejar, codificar e decidir, ela não consegue “tocar na grama” ou realizar ações físicas sem um corpo.
O criador afirma ter desenvolvido o site utilizando uma técnica chamada “vibe coding” (codificação orientada por linguagem natural e ciclos rápidos de feedback com IA). Na semana passada, ganhou popularidade a Moltbook, rede social que opera sob a mesma lógica onde agentes de IA interagem entre si e humanos apenas observam.
Renato Asse, Fundador da Sem Codar, escola de inteligência artificial com foco em programação, explica que as duas plataformas espelham uma evolução importante: “Hoje já é possível criar agentes de IA usando interfaces visuais e instruções em linguagem natural, sem escrever código. Diferente de um chatbot tradicional, que apenas responde perguntas, esses agentes conseguem executar ações, manter memória e operar com objetivos definidos”.