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Usuários de iPhone Se Tornam Alvos de Ataques Hacker por meio de Anúncios e Sites Maliciosos

Páginas que recebem cerca de 8 milhões de visitantes por mês, funcionam como uma rede de distribuição de malware

4 min

Criminosos estão mirando nos usuários de iPhone com um tipo de ataque cibernético que exige apenas que as vítimas visualizem um anúncio ou visitem uma página da web infectada, segundo pesquisadores ouvidos pela Forbes. Milhares de sites foram comprometidos como parte do ataque, pontuam eles e, em um caso, um anúncio com malware foi exibido no Instagram.

“Os usuários não estão visitando sites maliciosos. Eles estão apenas navegando e sendo infectados”, diz Rocky Cole, CEO e cofundador da startup de segurança móvel iVerify, que investigou as violações depois que o pesquisador de segurança cibernética Scott Helme descobriu sites infectados executando códigos que tentavam invadir iPhones.

Os ataques, que tentam desviar fundos de carteiras de criptomoedas em telefones comprometidos, mostram como qualquer cliente da Apple pode se tornar vítima simplesmente navegando por um feed de mídia social que contenha um anúncio fraudulento, diz Cole.

As descobertas surgem uma semana depois de pesquisadores de vigilância do Citizen Lab afirmarem ter observado táticas semelhantes sendo usadas para instalar spyware de nível governamental em computadores Windows de jornalistas da Al Jazeera.

Nesse caso, os espiões supostamente trabalhavam com empresas de tecnologia de publicidade. Cole afirma que cibercriminosos têm realizado ataques semelhantes em iPhones, invadindo o ecossistema de publicidade online.

Os criminosos usaram domínios inativos e código obsoleto para infiltrar exploits de iPhone em milhares de sites legítimos, afirma Helme, CEO e fundador da Report URI, uma empresa de cibersegurança que descobriu a campanha de crimes cibernéticos e trabalhou com a iVerify na pesquisa.

Os hackers distribuíram malware para pelo menos 6.600 sites legítimos, que recebem um total de 49 milhões de visitas mensais. Desse total, 248 sites com 8 milhões de visitantes por mês distribuem diretamente spyware para iPhone e são usados ​​como uma “rede de distribuição” para esse tipo de malware, explica Helme, enquanto os demais redirecionam os visitantes para uma ampla gama de sites de spam.

Helme acredita que os cibercriminosos, que ele apelidou de grupo DeadTag, estão vendendo a outros criminosos a oportunidade de distribuir qualquer tipo de conteúdo malicioso para as vítimas desavisadas que visitam os sites. O grupo está criando até 10 novos domínios por semana com seu código malicioso.

Helme ainda afirma que sua empresa está tentando notificar os sites infectados, mas, devido ao grande número, essa tarefa vem se mostrando cada vez mais difícil. Ele agora está entrando em contato com órgãos nacionais de segurança cibernética para coordenar uma otificação mais eficaz.

Um dos clientes do DeadTag, segundo Helme, é um grupo dedicado a invadir iPhones usando dois “kits de exploração” que supostamente vazaram de agências de inteligência estatais.

A Apple corrigiu as vulnerabilidades usadas pelas ferramentas em ataques anteriores, então os hackers estão selecionando propositalmente alvos que ainda não atualizaram seus dispositivos. O CEO encontrou no código dos hackers evidências de que eles estavam prontos para adotar exploits de vulnerabilidades mais recentes do iOS, ainda não corrigidas.

Nem a Apple nem a Meta responderam ao pedido de comentário até o momento da publicação.

Embora Cole e Helme não tenham certeza sobre a origem dos hackers do DeadTag ou de seus clientes, o código continha comentários em chinês.

A Forbes também encontrou evidências de que diversos domínios usados ​​pelos hackers utilizavam um serviço de segurança web com sede na China para se protegerem de ataques cibernéticos.

Reportagem publicada originalmente em Forbes.com

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