Sobre o texto da Embaixada da República Dominicana a respeito da PSA

A médica veterinária e CEO da Agrifatto, Lygia Pimentel, fala sobre a Peste Suína Africana, os casos no país da América Central e os cuidados do Brasil com a doença.

Redação
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Declaração de Lygia Pimentel, CEO da Agrifatto, à embaixada da República Dominicana sobre direito de resposta solicitada pelas autoridades desse país:

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Agradeço o interesse de Vossa Excelência, embaixadora da República Dominicana, em compartilhar e detalhar os esforços realizados pelos órgãos competentes do país para conter a Peste Suína Africana (PSA), doença que havia sido erradicada do continente americano há aproximadamente 40 anos. A questão traz à luz a necessidade de um esforço conjunto e global para mitigar danos.

Nesta coluna, publicada no dia 18 de agosto do presente ano, são reconhecidos os esforços para conter a propagação da doença, onde foi destacado deliberadamente que a PSA não se trata de zoonose (“a doença não acomete o homem”). O alerta se refere ao avanço geográfico da enfermidade e aumento de proximidade com o Brasil, o quarto produtor mundial de carne suína.

Tal preocupação é compartilhada pelas autoridades brasileiras competentes. O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) reforçou ações de prevenção e vigilância após ocorrências de PSA na República Dominicana tendo, inclusive, aumentado o rigor das inspeções através de uma força-tarefa que atua desde então no aeroporto internacional de Guarulhos, fiscalizando 100% dos passageiros brasileiros provenientes da República Dominicana e do Haiti.

Essa afirmação da coluna em tela é combinada com informações técnicas e oficiais apresentadas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), de que o período de incubação da PSA varia entre 4 e 19 dias após contato direto, também podendo se manifestar sob a forma subaguda da doença que, nesse caso, traz identificação ligeiramente dificultada por ocasionar sintomas menos intensos do que a forma aguda.

Dada a complexidade biológica da questão, tem sido difícil conter a PSA em outras regiões do mundo e ao longo da história. De fato, as atualizações mais recentes da OIE trazem que, desde a data de publicação desta coluna (18 de agosto), a enfermidade atingiu, entre outras, a província de La Altagracia, onde fica Punta Cana.

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Aproveito a oportunidade para agradecer os esforços realizados para reduzir as chances de propagação da PSA. Cabe ressaltar que o transporte aéreo não é a única via possível de contágio e que as informações trazidas servem apenas para destacar a necessidade de se aumentar os cuidados das respectivas defesas sanitárias e o nível de informação dos viajantes, além de contribuir com um debate que visa proteger produtores, governo e sociedade dos efeitos da PSA sobre os rebanhos e economias.

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