Chanel recoloca tweed no centro na passarela na Semana de Moda de Paris

Coleção totalmente dedicada ao tecido foi uma grande homenagem à fundadora da grife, Coco Chanel.

Allyson Portee
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Chanel/Divulgação
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Chanel desfilou sua coleção de inverno 2022 na Semana de Moda de Paris ontem (8)

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Tweed no piso, nos assentos, nos convites, tweed impresso nas paredes e tweed nos modelos. Não faltou o tecido no desfile da Chanel de ontem (8). Reminiscente do rio Tweed da Escócia, a escolha foi um tributo à icônica fundadora da casa, Gabrielle, que fazia caminhadas pelo campo escocês. “Ela coletava samambaias e buquês de flores para inspirar os artesãos locais sobre os tons que ela queria”, diz Virginie Viard, diretora criativa da grife.

“Dedicar toda a coleção ao tweed é uma homenagem”, continua Viard. “Seguimos os passos de Gabrielle Chanel ao longo do Rio Tweed, para imaginar tweeds nas cores dessa paisagem. Como um longo casaco rosa manchado de azul e roxo, ou um terno bordô com um delicado brilho dourado.”

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Realizado no Grand Palais Ephémère no 7º arrondissement, o desfile estava cheio de pessoas de todo o mundo, muitas em seu próprio tweed Chanel. Sentada na plateia estava a atriz israelense e protagonista de “Tehra”, da Apple TV, Niv Sultan. Além da atriz egípcia Tara Emad. Chanel/Divulgação

É uma coleção adequada para os meses mais frios que ainda virão. Jacquards com o material escocês enchem a coleção, mas em cores psicodélicas. Viard se esforçou para fazer silhuetas superdimensionadas com um toque de masculinidade. As calças são feitas em veludo panne preto, as saias justas são combinadas com meias longas e as botas de cano alto são feitas em borracha preta ou bege.

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Mas por que todo esse tweed? Ele vem do longo caso de Gabrielle com o duque de Westminster. Usar as jaquetas dele criou fez a estilista desenvolver seu amor pelo tecido e pela região que o gerou. “Sou fascinada por esse significado sempre atual. E é a Chanel que torna o tweed feminino”, diz a diretora criativa. Assim, quando assumiu sua visão para a coleção, Viard tinha a Inglaterra dos anos 1960 em mente, “e capas de discos coloridas”, enfatiza.

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