O céu noturno apresenta visões da lua, estrelas, galáxias, chuvas de meteoros e outros fenômenos cósmicos. Os vencedores do concurso anual de fotografia Capture the Dark deste ano registraram esse cenário em diferentes composições.
O concurso, em sua quinta edição, é organizado pela Dark Sky International, uma organização sem fins lucrativos dedicada a conscientizar sobre a presença da luz artificial — ou poluição luminosa — e seus impactos na saúde humana, na vida selvagem, no desperdício de energia e na perda da visão do céu, que inspirou ciência, filosofia e arte por séculos. Segundo um estudo de 2023, a poluição luminosa continua aumentando em todo o mundo, com a América do Norte registrando crescimento anual de mais de 10%.
A edição de 2024 recebeu o maior número de inscrições até hoje: mais de 2.284, vindas de 22 países. As imagens mostram desde cometas e observações do espaço profundo até registros da vida noturna de animais.
“O resultado vai além de uma galeria de imagens”, afirmou a organização ao anunciar os vencedores, selecionados por um painel de astrofotógrafos. “É um chamado para proteger a noite.”

Neste ano, pela primeira vez, a Dark Sky International divulgou diretrizes de astrofotografia responsável para os participantes do Capture the Dark. Os fotógrafos foram orientados a respeitar locais de céu escuro, usar a iluminação de forma adequada e apresentar experiências autênticas, informando sobre edições, identificando imagens compostas e garantindo que o céu corresponda à localização geográfica do primeiro plano.
São oito categorias abertas a diferentes níveis de habilidade, com fotos feitas tanto com equipamentos profissionais quanto com celulares e câmeras de ação.
Confira alguns vencedores deste ano:
Primeiro lugar – Capture the Dark
Na imagem intitulada The Watchers, JJ Rao registrou raros sprites vermelhos sobre as planícies de maré da Austrália Ocidental.
Sprites grandes como esse duram cerca de 10 milissegundos, até 40 vezes mais rápido que um piscar de olhos, o que torna sua captura um desafio e exige céus muito escuros. O sprite central é conhecido como “áurea-juba” ou jellyfish sprite, o maior e mais rápido entre eles.

Segundo lugar – Capture the Dark

Terceiro lugar – Capture the Dark

Primeiro lugar – O Impacto da Poluição Luminosa
Ambre de l’AIPe fez a foto intitulada Requiem for a Dream nos Alpes do Norte, na França.
“A tenda está armada na neve, e um mar de nuvens filtra a luz da cidade de Chamonix”, explicou. “Mesmo com as nuvens cobrindo parte do brilho, a cidade ilumina até o cume do Mont-Blanc.”

Segundo lugar – O Impacto da Poluição Luminosa

Terceiro lugar – O Impacto da Poluição Luminosa

Primeiro lugar – Lugares de Céu Escuro Reconhecidos Internacionalmente
Na foto vencedora Starlight Highway, Tom Rae registrou a entrada de uma reserva de céu escuro na Nova Zelândia.
“A placa da Starlight Highway marca a entrada da Aoraki Mackenzie International Dark Sky Reserve, uma das principais reservas de céu escuro do mundo.”

Segundo lugar – Lugares de Céu Escuro Reconhecidos Internacionalmente

Terceiro lugar – Lugares de Céu Escuro Reconhecidos Internacionalmente

Primeiro lugar – Criaturas da Noite
Oscar Leonardo Chavez Torres registrou um momento comum em Sonora, no México.
“Os escorpiões usam a escuridão para caçar no deserto”, explicou. “Eles prosperam nas noites escuras, e até mesmo a luz da lua pode ser suficiente para reduzir sua atividade.”

Segundo lugar – Criaturas da Noite

Terceiro lugar – Criaturas da Noite
