OMS pede interrupção das doses de reforço de vacina contra Covid-19 até final de setembro

Christopher Black/World Health Organization/Reuters
Christopher Black/World Health Organization/Reuters

Em apelo mais forte até agora, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, quer diminuir a desigualdade da vacinação entre os países ricos e pobres

A OMS (Organização Mundial da Saúde) está pedindo uma moratória sobre as doses de reforço da vacina contra a Covid-19 até pelo menos final de setembro, disse o diretor-geral da organização, Tedros Adhanom Ghebreyesus, hoje (4).

O movimento é para permitir que pelo menos 10% da população de cada país seja vacinada, disse Tedros.

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O apelo para interromper a distribuição de doses reforço da vacina contra a Covid-19 é o mais forte já feito pela agência da ONU, à medida que a lacuna entre as taxas de imunização em países ricos e pobres aumenta.

“Entendo a preocupação de todos os governos em proteger seu povo da variante Delta. Mas não podemos aceitar países que já usaram a maior parte do fornecimento global de vacinas usando ainda mais”, acrescentou Tedros.

Os países mais ricos administraram cerca de 50 doses para cada 100 pessoas em maio, e esse número dobrou desde então, de acordo com a OMS. Os países de baixa renda só conseguiram administrar 1,5 dose para cada 100 pessoas, devido à falta de insumos.

“Precisamos de uma reversão urgente: da maioria das vacinas que estão indo para países de alta renda, irem para países de baixa renda”, disse Tedros.

Alguns países começaram a usar ou discutir a necessidade de doses de reforço.

Na semana passada, o presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu uma terceira dose da vacina contra o coronavírus, dando início a uma campanha para oferecer doses de reforço a pessoas com mais de 60 anos no país.

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A Alemanha anunciou anteontem (2) que em setembro começará a oferecer uma dose de reforço a pessoas vulneráveis. Os Emirados Árabes Unidos também começarão a fornecer uma injeção de reforço a todas as pessoas totalmente vacinadas consideradas de alto risco, três meses após a segunda dose da vacina, e seis meses para outras.

Em julho, os Estados Unidos assinaram um acordo com a Pfizer e a parceira alemã BioNTech para comprar 200 milhões de doses adicionais de suas vacinas contra Covid-19 para ajudar na vacinação pediátrica, bem como possíveis doses de reforço.

Os reguladores de saúde dos EUA ainda estão avaliando a necessidade de uma dose de reforço. (Com Reuters)

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