Os lugares mais – e menos – perigosos para viajar em 2020

Reprodução/Forbes
Segundo Matthew Bradley, diretor regional de segurança da International SOS, o principal risco no próximo ano são as mudanças geopolíticas

Resumo:

 

  • A International SOS lançou a 11ª edição de seu Mapa de Riscos de Viagem, levantamento anual que prevê os lugares mais perigosos para viajar em 2020;
  • Alguns dos destinos de alto risco são Líbia, Iraque e Iêmen;
  • Já os países mais seguros para visitar são Islândia , Groenlândia e Noruega.

Graças à facilidade de viajar, o mundo nunca foi menor. Mas não importa onde você vá, há riscos. A International SOS, uma empresa de serviços de risco médico e de segurança para viagens, lançou a 11ª edição de seu Mapa de Riscos de Viagem, levantamento anual que prevê os lugares mais perigosos para viajar em 2020, bem como os maiores problemas que os viajantes enfrentarão no próximo ano. O estudo é acompanhado pelo Business Resilience Trend Watch, uma pesquisa com mais de 1,3 mil profissionais em 214 países, responsáveis por decisões de viagens de negócios. Segundo ela, 47% dos planejadores de viagens de negócios preveem que os riscos aumentem no próximo ano devido ao crescimento das ameaças à segurança, agitação civil e geopolítica e desastres naturais.

Segundo Matthew Bradley, diretor regional de segurança da International SOS, o principal risco no próximo ano são as mudanças geopolíticas. “A agitação civil é gerada pela desigualdade e pelo desejo que as pessoas têm de conquistar uma situação diferente em seus países do que tinham no passado”, diz ele. “Temos visto isso de forma clara em Hong Kong, em países de baixo risco, como o Chile, e em alguns países onde as ameaças são maiores, como Bolívia, Equador e Líbano.”

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No Mapa de Riscos à Segurança em Viagens, a International SOS lista cinco categorias de ameaça: insignificante, baixa, média, alta e extrema. Segundo a empresa, essas classificações são baseadas na “ameaça atual apresentada aos viajantes por violência política (incluindo terrorismo, insurgência, agitação e guerra com motivação política), agitação social (violência sectária, comunitária e étnica), além de agressões e outros crimes”. Há, ainda, fatores relacionados à infraestrutura de transporte, relações industriais, eficiência dos serviços de segurança e emergência e suscetibilidade a desastres naturais.

Nas previsões para o próximo ano, os Estados Unidos estão classificados como baixo risco – no entanto, existem preocupações em torno do impacto das próximas eleições presidenciais. “O que podemos antever, antes e depois do peito, são protestos”, diz Matthew Bradley, diretor de segurança regional da International SOS. “Já estamos acompanhando o que está acontecendo em outros países como Hong Kong e Chile.”

De acordo com o estudo, em 2020 os países mais perigosos e de risco extremo são aqueles localizados principalmente na África e no Oriente Médio, incluindo lugares como Líbia, Síria, Iraque, Iêmen e Afeganistão. O México – que tem sido notícia recentemente devido ao assassinato de cidadãos norte-americanos – tem um índice de classificação que vai de risco moderado a alto. Da mesma forma, locais como Índia e Egito têm uma mistura de classificações.

“Existem certas regiões dentro de cada país que podem ser mais perigosas do que outras”, explica Erika Weisbrod, diretora de soluções de segurança da International SOS. “Portanto, é importante entender para onde você está indo em um país, em vez de cancelar a viagem.”

Outros destinos de alto risco são Honduras, partes da Colômbia, Venezuela e Peru.

Alguns dos países com ameaças menores são as Ilhas Cayman, Islândia, Finlândia (que foi nomeada o lugar mais feliz do mundo em 2019), Suíça e Seychelles.

Além das próximas eleições presidenciais dos Estados Unidos – que estão entre os oito principais riscos geopolíticos do mundo – outras questões a serem consideradas nessa categoria são a natureza instável do envolvimento do país comandado por Donald Trump no Oriente Médio; as tensões na península coreana; a competição entre EUA e China no campo da geopolítica e comercial; terrorismo; revoltas na América do Sul; distúrbios sociais na Europa e o papel da Rússia como um importante ator global.

Quando se trata de viajar, o risco médico também é considerado, e a SOS Internacional classifica países e regiões de acordo com avaliações sobre a disponibilidade de serviços de saúde e ameaças de doenças infecciosas, entre outros fatores. Os Estados Unidos são considerados um dos países de menor risco quando se trata de questões médicas, enquanto lugares com ameaças extremas de segurança – como os países do Oriente Médio – geralmente também apresentam altos riscos médicos. A previsão é que haja aumento de epidemias e surtos de doenças infecciosas em 2020.

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O clima é outra consideração importante para compor o mapa de riscos. De acordo com a empresa responsável pelo levantamento, as mudanças climáticas vão exacerbar a ocorrência de acidentes ambientais em 2020. Entre as piores ameaças estão furacões e incêndios florestais nos Estados Unidos, inundações em partes da Europa e terremotos em lugares que variam da Turquia ao Japão. “Desastres naturais estão realmente impactando todos os cantos do globo”, diz Erika. “Portanto, estar o mais preparado possível e ciente dos riscos é o que recomendamos aos viajantes.”

Outros riscos significativos para viagens em 2020 incluem o cibercrime, que a International SOS diz que “provavelmente crescerá”; o aumento da probabilidade de sequestros e a economia compartilhada, que pode representar uma preocupação para os negócios quando se trata de acomodações e transporte.

A International SOS também analisa as ameaças que as mulheres que viajam enfrentam. “Há um número crescente delas que viajam a negócios”, diz Erika. “Quando você olha para riscos adicionais, como assédio e agressão sexual e estupro, as mulheres sempre correm um risco maior quando viajam em geral, e esse risco aumenta quando elas estão fora de seus países de origem e não falam o idioma local.”

“Tudo começa com a compreensão do destino e a escolha de acomodações seguras, pensando, por exemplo, em qual andar o seu quarto de hotel está”, diz Erika. “Você está protegendo adequadamente o local de hospedagem, certificando-se de não abrir a porta para estranhos? Está analisando as opções de transporte e tendo certeza de que são seguras?”, pergunta a especialista.

Em resumo, preparar-se para uma viagem e pesquisar os riscos que o destino oferece são as melhores ferramentas para qualquer viajante. Veja, na galeria de fotos a seguir, os países mais e menos perigosos do mundo:

  • Os 13 países mais perigosos do mundo

  • Líbia

  • Síria

  • Iraque

  • Iêmen

  • Somália

  • Sudão do Sul

  • República Centro-africana

  • Parte do Congo

  • Parte do leste da Ucrânia

  • Mali

  • Partes do Paquistão

  • Afeganistão

  • Parte do Egito

  • Os 15 países menos perigosos do mundo

  • Islândia

  • Groenlândia

  • Noruega

  • Dinamarca

  • Finlândia

  • San Marino

  • Eslovênia

  • Suíça

  • Turks and Caicos

  • Ilhas Cayman

  • Anguila

  • Seychelles

  • Cabo Verde

  • Palau

  • Ilhas Marshall

Os 13 países mais perigosos do mundo

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