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“Sem Intervenção”, Responde Presidente Mexicana sobre Deslocamento Militar dos EUA Perto da Venezuela

Claudia Sheinbaum reafirma posição de neutralidade e cita princípios constitucionais ao rejeitar intervencionismo

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A presidente do México, Claudia Sheinbaum, recorreu nesta terça-feira (19) para a Constituição de seu país e para os princípios de não intervenção e autodeterminação dos povos quando questionada sobre o deslocamento militar dos EUA na costa da Venezuela.

A Reuters informou na tarde de segunda-feira (18) que três destróieres dos EUA com mísseis guiados Aegis chegariam à costa do país sul-americano nas próximas 36 horas como parte de um esforço contra as ameaças dos cartéis de drogas latino-americanos, de acordo com duas fontes informadas sobre o assunto.

A presidente, quando questionada em sua coletiva de imprensa diária sobre o deslocamento militar e as relações entre a Venezuela e os Estados Unidos, respondeu: “Não ao intervencionismo” e também se referiu a outros princípios legais contidos na Constituição mexicana.

“Está claramente estabelecido em nossa Constituição e é sempre nossa posição: a autodeterminação dos povos, a não intervenção e a resolução pacífica de controvérsias”, e argumentou que tudo sempre se resolve por meio do diálogo.

O presidente norte-americano, Donald Trump, quer usar forças militares para perseguir os cartéis de drogas latino-americanos que foram designados como organizações terroristas globais.

Uma autoridade dos EUA disse à Reuters que, no total, cerca de 4.000 marinheiros e fuzileiros navais devem se comprometer com os esforços do governo Trump na região sul do Caribe.

Sem se referir diretamente aos três destróieres, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse na noite de segunda-feira (18) que a Venezuela era um território livre de plantações ou laboratórios de drogas. “Nenhum império vai tocar o solo sagrado da Venezuela, nem deve tocar o solo sagrado da América do Sul.”

Em um evento transmitido pela televisão estatal, Maduro se referiu à “ameaça extravagante, estrambótica, de um império em decadência” e disse que enviaria 4,5 milhões de “milicianos” armados para “proteger a nação”.

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