Tarcísio de Freitas, atual governador de São Paulo, declarou que eventuais mudanças na Constituição Federal, aventadas por Flávio Bolsonaro (PL), podem se fazer necessárias para balizar o que considera reformas necessárias. O mandatário foi reeleito para um segundo mandato com 62% dos votos, ao passo que Flávio vai ao segundo turno como franco favorito ao pleito, com 47% dos votos no 1º turno.
“Existem algumas mudanças que são necessárias. Se quiserem fazer reforma fiscal, provavelmente vão ter de mudar algo na Constituição. Reforma no judiciário e reforma política também. E o Brasil demanda uma série de reformas”, disse Tarcísio em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (7), durante evento da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC).
Durante seu painel no evento, o governador disse que a “vontade de fazer um ajuste fiscal” por parte do poder executivo já resolveria “uma boa parte dos problemas” e possibilitaria o país operar com o que foi rotulado por outros painelistas como “juros civilizados” — patamares de 4% ou 5% de juro real.
O governador de São Paulo irá a Brasília para endossar a candidatura de Flávio Bolsonaro. A viagem ocorre após Tarcísio atuar para que Ronaldo Caiado (PSD-GO) apoiasse o presidenciável.
Nesta terça (6), o governador também dialogou com Baleia Rossi (MDB) sobre o tema, o que rotulou como “uma conversa muito produtiva”, e que as adesões têm aumentado.
“Hoje a gente vai ter uma reunião com a bancada, às 18 horas, em Brasília, lá no Republicanos, com o Flávio. E se Deus quiser vai dar tudo certo.”
Tarcísio compara governo Lula ao Titanic
Na mesma coletiva, o governador comparou o governo Lula com o Titanic, em ode à falta de apoio de outros políticos à candidatura do petista.
“Lula não conseguiu ainda e nem vai. O pessoal está vendo que ali é o Titanic. Tem um pessoal tocando violino enquanto o barco está afundando. E aí é aquele negócio de quem vai ficar por último no navio. Agora estão botando a culpa no marqueteiro. Marqueteiro não faz milagre. Se o produto é ruim, não tem marqueteiro que salve.”