Nova pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14), apontou que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, diminuiu a distância para Luiz Inácio Lula da Silva em um possível segundo turno nas eleições presidenciais deste ano. Em relação à pesquisa anterior, de dezembro de 2025, Lula oscilou de 45% para 44%, enquanto Tarcísio foi de 35% para 39%. A diferença diminuiu de dez para cinco pontos percentuais. Contra Flávio Bolsonaro, a diferença é de 7 pontos.
Nas simulações de primeiro turno em que apenas um dos dois oposicionistas é candidato, o levantamento apontou que Tarcísio está a 12 pontos de Lula. Flávio está a 9 pontos. Em um cenário com todos os possíveis candidatos já ventilados, Lula aparece com 36% das intenções de voto, contra 23% de Flávio e 9% de Tarcísio. Mais atrás, aparecem o governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD), com 7%, e os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), com 3%, e de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), com 2%. Renan Santos (Missão) e Aldo Rebelo (Democracia Cristã) aparecem com 1% cada.
Em um cenário sem Tarcísio, Lula soma 35% contra 26% de Flávio. Na simulação em que o governador é candidato em vez do senador e filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro, Lula fica com 39% e Tarcísio soma 27%.
A decisão de Bolsonaro de indicar Flávio como seu candidato ao Planalto na eleição de outubro, preterindo Tarcísio, gerou temores no mercado financeiro, que vê o governador de São Paulo como uma figura com mais capacidade de atrair o eleitor de centro e assim derrotar Lula, cuja política econômica é alvo de críticas entre agentes do mercado.
AVALIAÇÃO DE GOVERNO
A pesquisa da Quaest, encomendada pela Genial Investimentos, mostrou ainda que o percentual dos que têm uma avaliação negativa do governo ficou em 39%, ante 38% no levantamento de dezembro, enquanto os que enxergam a gestão positivamente foram 32%, ante 34%, e a avaliação regular ficou em 27%, ante 25%.
Já em relação ao trabalho que vem sendo realizado por Lula, o percentual de desaprovação manteve-se estável em relação a dezembro, em 49%, enquanto a aprovação oscilou para 47%, ante 48%.
A Quaest entrevistou 2.004 pessoas entre os dias 8 a 11 de janeiro. A margem de erro é 2 pontos percentuais.