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Valentino Verão 2027: uma Coleção de Cores e Corsets

Alessandro Michele cria “um catálogo de possibilidades” para a nova temporada

2 min

A Bibliothèque Sainte-Geneviève, em Paris, foi o cenário do desfile da maison Valentino na Semana de Moda de Paris. Ao redor das escrivaninhas, onde a plateia se acomodou, modelos desfilaram looks que nos levam tanto aos anos 1980, quanto aos clássicos de Valentino. Plumas e paetês, franjas, cores fortes e plissados, drapeados, rendas e transparências. O maximalismo de Alessandro Michele, diretor criativo da maison, é uma expressão de personalidade que mistura drama e vintage com paixão por moda e, com certeza, festa, já que cada look parece pronto para o próximo convite.

Uma peça chama a atenção nesta temporada: o corset de seda, de cores como as de pedras preciosas, que vão com saias e harem pants – estas, por sua vez, vão acompanhadas de blazer. Os vestidos coluna levam laços e elementos drapeados que enfeitam e dão volume à peça. As camisas xadrez de seda acompanham saias-lápis. O blazer alongado vai com bermuda de renda colada à perna.

Michele embala cada coleção em uma ideia ou história. Em Antibiblioteca, nome dado ao prêt-à-porter verão 2027 de Valentino – inspirado por Umberto Eco –, o diretor criativo faz um paralelo entre a moda e uma biblioteca particular recheada com 30 mil volumes. Todos os livros terão sido lidos? Nunca: os livros que ainda estão por ler representam tudo aquilo que ainda não se sabe, diante de tudo o que já se sabe.

Para ele, assim é uma coleção: peças que passarão pela passarela uma vez só, outras que se tornarão sucesso de vendas, as que serão compradas e imediatamente guardadas como relíquias, outras que resistirão como possibilidades futuras de uso. Portanto, medir o valor de uma coleção pelo uso das peças seria uma forma reducionista de pensar sobre moda. “As roupas constituem um reservatório de formas, sensibilidades estéticas, silhuetas e maneiras de habitar o corpo que podem nunca encontrar plena realização – mas servem para expandir a esfera do imaginável”, escreve o italiano.

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