O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou no sábado (31) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pode permanecer no país pelo “tempo que quiser”. A declaração ocorre dias depois de Flávio viajar para os Estados Unidos, após ser derrotado por Lula no segundo turno da eleição presidencial.
Trump falou sobre o brasileiro durante uma conversa com jornalistas em seu clube Mar-a-Lago, em Palm Beach, na Flórida. Apesar de afirmar que Flávio pode permanecer nos Estados Unidos, o republicano afirmou que não pretende se encontrar com o senador.
Também neste sábado, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que o governo norte-americano não participou dos preparativos para a ida de Flávio ao país.
“Não estávamos envolvidos em nenhum dos acordos ou preparativos que ele fez para deixar o país. Pelo menos, o governo dos Estados Unidos não participou diretamente de nenhuma das ações realizadas”, disse Rubio.
Flávio deixou o Brasil após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar que ele entregasse seus passaportes e não deixasse o país.
A ação foi tomada no âmbito de um inquérito em que o senador é investigado por lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Flávio fala em disputar novamente a Presidência
Já nos Estados Unidos, Flávio afirmou na sexta-feira (29) que poderia voltar a disputar a Presidência da República antes mesmo de 2030.
“Qualquer coisa que aconteça, eu vou estar aqui. Pronto, inclusive, se for preciso, pra disputar a Presidência da República de novo”, disse Flávio durante uma live no Instagram. Na sequência, o senador deixou claro que não se referia apenas à próxima eleição presidencial prevista no calendário eleitoral.
“Eu não tô falando de 2030 não, eu tô falando de antes disso. Então, gente, vamos continuar unidos fazendo a nossa parte”, acrescentou.
A declaração ocorre em meio às contestações de Flávio ao resultado da eleição. Na segunda-feira, o senador já havia afirmado que buscaria a cassação da chapa formada por Lula e Geraldo Alckmin. Uma eventual cassação poderia, a depender das circunstâncias e das decisões da Justiça Eleitoral, abrir caminho para uma nova disputa presidencial antes de 2030.
Eleição decisiva nos EUA
As manifestações sobre a política brasileira ocorrem às vésperas de uma votação importante para o próprio Trump. Na próxima terça-feira (3), os norte-americanos vão às urnas nas eleições de meio de mandato, que renovarão a Câmara dos Representantes e parte do Senado dos Estados Unidos.
As projeções eleitorais apontam possibilidade de avanço dos democratas e de mudança no controle do Congresso, cenário que pode afetar a segunda metade do mandato de Trump.
“Respeitarei, se forem eleições honestas”, afirmou o presidente dos EUA.
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