Cenário externo dita nova queda do Ibovespa

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Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,65%, a 94.388,73 pontos

O Ibovespa voltou a fechar em queda hoje (7), contaminado pelo cenário externo negativo, diante de receios sobre as relações comerciais entre Estados Unidos e China, em sessão também marcada pela expectativa de retomada da discussão sobre a reforma da Previdência nesta semana.

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A temporada de resultados também ocupou os holofotes, com agentes repercutindo balanços de empresas como Magazine Luiza, Ambev e BR Distribuidora e na expectativa de números previstos para após o fechamento, entre eles os da Petrobras.

Referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,65%, a 94.388,73 pontos. O volume financeiro somou R$ 17 bilhões. Na véspera, o índice tinha caído 1,04%.

A deterioração nas relações comerciais entre Washington e Pequim após ameaças tarifárias do presidente norte-americano, Donald Trump, nos últimos dias, reavivou preocupações sobre o crescimento da economia global, particularmente da China, que se refletiram em posições mais defensivas nos mercados de ações.

Wall Street encontrou nos recentes desdobramentos argumento para realizar lucros, poucos dias depois do S&P 500 e o Nasdaq renovaram máximas históricas. Nesta sessão, fecharam em queda de 1,65% e 1,79%, respectivamente.

“A frustração é que alguns dias antes o próprio governo dos EUA havia sinalizado que as conversas entre os dois países estavam evoluindo”, destacaram os analistas Fernando Bresciani e Pedro Galdi, da corretora Mirae Asset, em nota a clientes.

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Apesar da reviravolta recente, Pequim disse que o vice-primeiro-ministro da China, Liu He, visitará os Estados Unidos nesta semana para negociações comerciais.

No Brasil, a comissão da Câmara dos Deputados que analisará o mérito da proposta de reforma da Previdência deu início aos trabalhos nesta terça-feira, com o relator apresentando um plano de trabalho que prevê audiências públicas até o fim do mês, mas sem estabelecer uma data para a votação da proposta.

“Os próximos dois meses de discussão do projeto na comissão especial da Câmara ainda devem trazer turbulência, mas talvez menor do que vimos em março e abril”, avalia a equipe da Verde Asset Management, no relatório de gestão de abril.

“O consenso de mercado hoje já é bem menos construtivo do que o que víamos no começo do ano, e, portanto, há mais espaço para surpresas positivas”, avaliou.


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