Dólar supera R$ 3,94 com aversão ao risco no exterior

Reprodução Forbes
Às 11h02, a moeda americana avançava 1,20%, a R$ 3,9381 na venda

A moeda americana disparava hoje (5), acima de R$ 3,94, em meio à forte aversão ao risco no exterior depois de o iuane romper a marca de 7 por dólar, movimento que catapultou preocupações sobre o impacto do acirramento das tensões entre Estados Unidos e China no crescimento econômico global.

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Às 11h02, o dólar avançava 1,20%, a R$ 3,9381 na venda.

Na máxima, a cotação foi a R$ 3,9485 na venda, em alta de 1,46%, no maior patamar desde o fim de maio e a caminho da maior alta percentual diária desde meados de maio.

Na B3, o dólar futuro de maior liquidez subia 1,36%, a R$ 3,9470.

A China deixou o iuane romper o nível de 7 por dólar hoje (05) pela primeira vez em mais de uma década, num sinal de que o país está disposto a tolerar mais fraqueza no câmbio.

“O mercado está todo pautado pelo exterior. Essa atuação do banco central da China, ao permitir a desvalorização do iuane, é um sinal de resistência no conflito com os EUA”, disse Camila Abdelmalack, economista-chefe da CM Capital Markets.

Na ausência de qualquer outra novidade, o clima de aversão a ativos de risco e a fuga para ativos de maior segurança tendem a se estender ao longo de todo o pregão, completou Camila.

A desvalorização da moeda chinesa vem dias depois de o presidente dos EUA, Donald Trump, surpreender os mercados financeiros ao prometer impor tarifas de 10% sobre US $ 300 bilhões restantes das importações chinesas a partir de 1º de setembro.

O índice MSCI de moedas emergentes renovou as mínimas de 2019 e sofria a maior queda diária desde junho de 2016.

Já o índice do dólar -fortemente influenciado pelo movimento de divisas de outros mercados desenvolvidos, como euro e iene- mostrava queda de 0,39%, a 97,694.

Do front doméstico, o BC realiza nesta sessão, leilão de até 11 mil contratos de swap cambial tradicional, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento em outubro de 2019.

Investidores também se preparam para a retomada dos trabalhos no Congresso após o período de recesso parlamentar. A expectativa é de que as pautas econômicas, especialmente a votação em segundo turno da reforma da Previdência, ocorram ao longo desta semana.

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