Impacto do 737 MAX não diminuirá apetite por negócios de serviços, diz CEO da Boeing

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O jato 737 MAX foi suspenso em março após dois acidentes

O presidente-executivo da Boeing disse ontem (27) que as consequências financeiras decorrentes da suspensão de seu avião 737 MAX não diminuiriam o apetite da maior fabricante de aviões do mundo por acordos no setor de serviços para aeronaves, de margens mais altas.

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“Nossa capacidade de fazer isso continua forte”, disse o presidente-executivo da Boeing, Dennis Muilenburg, à Reuters na fábrica da empresa ao norte de Seattle, referindo-se às aquisições que fez para ampliar sua divisão de serviços globais, iniciada há dois anos.

“Temos capacidade financeira para gerenciar a situação do MAX e continuar fazendo nossos investimentos para o futuro”, afirmou.

O jato foi suspenso em março após dois acidentes. A empresa está trabalhando em uma correção do software que causou ambos os acidentes e tem como objetivo voltar a voar com o jato a partir de outubro. Ele completou cerca de 560 voos com o novo software, disse Muilenburg na terça-feira.

“Ainda esperamos que ele retorne ao serviço no início do quarto trimestre”, disse Muilenburg. “Estamos progredindo nesse cronograma”.

Enquanto isso, Muilenburg pretende expandir o negócio de serviços que inclui peças, manutenção e análises de aeronaves para uma receita de US$ 50 bilhões em uma década, em relação à receita de 2018, de US$ 17 bilhões.

A Boeing comprou a distribuidora de peças KLX no ano passado por US$ 4,25 bilhões, incluindo dívidas, em seu maior negócio desde a fusão com a McDonnell Douglas em 1997. A Boeing e a rival Airbus estão entrando no mercado de reparos, manutenção e análises, conforme companhias aéreas consideram a terceirização desses serviços em um esforço para reduzir custos.

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