Ibovespa fecha em queda com ajustes

Amanda Perobelli/Reuters
O volume financeiro somava cerca de R$ 11 bilhões

O Ibovespa fechou em queda hoje (23), com bancos entre as maiores pressões de baixa, em sessão marcada por alguns movimentos de realização de lucro e com dados na Europa corroborando preocupações com o ritmo da economia global.

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Índice de referência do mercado acionário, o Ibovespa cedeu 0,17%, a 104.637,82 pontos. O volume financeiro somava cerca de R$ 11 bilhões.

A queda vem após o Ibovespa registrar o quarto ganho semanal consecutivo na última sexta-feira (20), acumulando no período valorização de 7,3%.

No exterior, a contração na atividade do setor privado alemão em setembro pela primeira vez em seis anos e meio destacou-se na bateria de dados PMI divulgados na Europa e Estados Unidos.

Discursos de autoridades monetárias também estiveram no radar de agentes financeiros, que monitoram informações sobre mais medidas de estímulo na Europa e sobre o tamanho do ciclo de corte pelo Federal Reserve.

No front comercial, tanto representantes dos EUA como da China declararam que as últimas negociações entre os dois gigantes econômicos foram construtivas. Investidores aguardam as conversas de alto escalão previstas para o começo de outubro.

Agentes financeiros não descartam manutenção da elevada volatilidade à frente, mas a entrada de estrangeiros no segmento Bovespa neste mês traz algum alento.

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“Apesar de continuarmos com um movimento de muita cautela com o Ibovespa, continuamos a perceber uma redução mais significativa nos volumes de vendas dos investidores estrangeiros”, destacou o BTG Pactual em nota a clientes.

Dados da B3 mostraram nesta segunda-feira que o saldo externo no mercado secundário está positivo em R$ 1,1 bilhão no mês até o dia 19, embora no ano as saídas ainda superem as entradas em mais de R$ 20 bilhões.

O Bradesco BBI reiterou recomendação ‘overweight’ para as ações brasileiras na América Latina, destacando que a bolsa parece barata quando consideradas a atual taxa de juros real de longo prazo e a previsão deles para o crescimento dos lucros.

Em um ambiente com taxa de juros básica muito baixa e aceleração gradual do PIB, “o risco de fadiga política em relação à agenda econômica atual provavelmente continuará baixo”, disse a equipe liderada por André Carvalho em relatório.

Na América Latina, além de Brasil, os analistas elevaram a recomendação para o México para ‘overweight’, enquanto Chile tem recomendação ‘neutra’ e Peru e Colômbia são ‘underweight’. Eles afirmam não ter exposição à Argentina.

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