Ibovespa fecha na máxima do dia com ânimo sobre China-EUA

Paulo Whitaker/Reuters
O Ibovespa subiu 1,11%, a 108.692,28 pontos

O Ibovespa fechou em alta hoje (22), acima dos 108 mil pontos, apoiado em retórica mais positiva sobre as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, com o avanço de mais de 3% das ações da Vale entre os principais suportes.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,11%, a 108.692,28 pontos, novamente na máxima da sessão. O volume financeiro do pregão somou R$ 16,79 bilhões. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 2%, após perdas nas duas semanas anteriores.

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O presidente norte-americano, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que um acordo comercial com a China está “potencialmente muito próximo”, e que ele está do lado tanto do povo de Hong Kong quanto do presidente Xi Jinping.

Antes, em Pequim, Xi também disse que a China quer desenvolver um pacto comercial inicial com os EUA e vem tentando evitar uma guerra comercial, embora não tenha medo de retaliar quando necessário.

Em Wall Street, o S&P 500 fechou em alta de 0,2%, referendado também por números mais positivos sobre a economia norte-americana, com a produção manufatureira e a atividade de serviços acelerando em novembro.

“Os comentários do presidente norte-americano ajudam a manter a esperança de que um acordo preliminar entre EUA e China ainda possa ser feito neste ano”, observou o gestor Igor Lima, sócio na Galt Capital.

Ele ressaltou que o presidente tem travado outras batalhas políticas, como o processo de impeachment, e muitas vezes a volta do foco para a questão da guerra comercial, de forma positiva, ajuda a aliviar a pressão sob ele.

No cenário doméstico, por sua vez, Lima destaca que acumulam-se evidências de que o crescimento da economia brasileira vem se consolidando.

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“Adicionalmente, a inflação segue muito comportada, retirando pressão sob a curva de juros e contribuindo para o bom desempenho da bolsa, bem como começamos a observar melhora marginal no fluxo estrangeiro nos últimos dias”, acrescentou.

Na visão do gestor, o Brasil pode estar se consolidando como “uma das poucas (e boas) histórias de aceleração de crescimento em termos globais para 2020 e a bolsa deve ser o ativo que mais vai se beneficiar neste cenário”.

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