1. Início
  2. /
  3. Negócios
  4. /
  5. Dona da Gucci, Kering freia investimento na China por receio de coronavírus
Negócios

Dona da Gucci, Kering freia investimento na China por receio de coronavírus

Grupo francês superou previsões de vendas no quarto trimestre e está otimista no longo prazo

2 min
ReutersConnect/Bobby Yip
ReutersConnect/Bobby YipAs medidas para combater a diminuição de compras na China vão diminuir lançamentos e participação nas redes sociais

Proprietária da Gucci, a Kering fechou temporariamente metade de suas lojas na China e suspendeu inaugurações e campanhas publicitárias no país, já que o surto de coronavírus está provocando transtornos às grifes de luxo.

O grupo francês, também dono da Saint Laurent e da Balenciaga, se manteve otimista quanto às suas perspectivas de prazo mais longo, tendo superado suas previsões de vendas no quarto trimestre nesta quarta-feira.

LEIA MAIS: Lucro anual da Mapfre salta 15% com crescimento da América Latina

Mas, assim como a concorrência, vê como inevitáveis os contratempos de uma epidemia que esvaziou shopping centers e ruas comerciais chinesas, que representam mais de um terço das vendas de artigos de luxo.

“Estamos vendo uma redução acentuada no tráfego e nas vendas na China continental”, disse seu presidente, François-Henri Pinault, acrescentando que as lojas que continuam abertas, incluindo as de Hong Kong, reduziram o horário de funcionamento.

A Kering está adiando reformas de lojas e inaugurações, além dos gastos com redes sociais e lançamentos de produtos na China, acrescentou Pinault.

A marca também está transferindo inventário a outras regiões para que os estoques não se acumulem na China, disse, sem dar nenhuma estimativa de qualquer impacto do vírus nos balanços.

LEIA TAMBÉM: Especialistas preveem redução do crescimento econômico global em 0,3% com coronavírus

Pinault acredita que o mercado chinês se recuperará com força assim que a emergência de saúde tiver passado, e disse que a Kering está pronta para aumentar o investimento em marketing no segundo semestre para não ficar de fora quando as vendas começarem a se recuperar.

Mas, por ora, ele disse que as vendas pela internet não estão compensando a redução da circulação nas lojas. “Os armazéns estão fechados. As pessoas podem fazer pedidos, mas não há entregas”.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.