Dona da Gucci, Kering freia investimento na China por receio de coronavírus

ReutersConnect/Bobby Yip
As medidas para combater a diminuição de compras na China vão diminuir lançamentos e participação nas redes sociais

Proprietária da Gucci, a Kering fechou temporariamente metade de suas lojas na China e suspendeu inaugurações e campanhas publicitárias no país, já que o surto de coronavírus está provocando transtornos às grifes de luxo.

O grupo francês, também dono da Saint Laurent e da Balenciaga, se manteve otimista quanto às suas perspectivas de prazo mais longo, tendo superado suas previsões de vendas no quarto trimestre nesta quarta-feira.

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Mas, assim como a concorrência, vê como inevitáveis os contratempos de uma epidemia que esvaziou shopping centers e ruas comerciais chinesas, que representam mais de um terço das vendas de artigos de luxo.

“Estamos vendo uma redução acentuada no tráfego e nas vendas na China continental”, disse seu presidente, François-Henri Pinault, acrescentando que as lojas que continuam abertas, incluindo as de Hong Kong, reduziram o horário de funcionamento.

A Kering está adiando reformas de lojas e inaugurações, além dos gastos com redes sociais e lançamentos de produtos na China, acrescentou Pinault.

A marca também está transferindo inventário a outras regiões para que os estoques não se acumulem na China, disse, sem dar nenhuma estimativa de qualquer impacto do vírus nos balanços.

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Pinault acredita que o mercado chinês se recuperará com força assim que a emergência de saúde tiver passado, e disse que a Kering está pronta para aumentar o investimento em marketing no segundo semestre para não ficar de fora quando as vendas começarem a se recuperar.

Mas, por ora, ele disse que as vendas pela internet não estão compensando a redução da circulação nas lojas. “Os armazéns estão fechados. As pessoas podem fazer pedidos, mas não há entregas”.

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