As mulheres self-made mais ricas dos Estados Unidos

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Lynda Resnick, Oprah Winfrey e Diane Hendricks se destacam no mundo dos negócios

As mulheres estão cada vez mais no centro das atenções nos negócios e, na sexta lista anual, a Forbes reúne cem empresárias, executivas e artistas mais ricas dos Estados Unidos. Com fortunas que somam, no total, US$ 90 bilhões, elas iniciaram ou ajudaram a expandir empresas que atuam em diversas áreas, desde construção de foguetes e criação de pranchas de snowboard até testes de Covid-19.

A pandemia do novo coronavírus tem sido gentil para algumas, incluindo a chefe financeira da Zoom Video Communications, Kelly Steckelberg, que estreia na lista enquanto as ações da plataforma básica para trabalho em casa quintuplicaram em 2020. Outras, como a especialista em cosméticos Anastasia Soare e as cofundadoras da empresa de cuidados com a pele Rodan + Fields, tiveram menos sorte, pois a quarentena prejudicou as vendas de algumas marcas de produtos de beleza.

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Na liderança, pelo terceiro ano consecutivo, está a empreendedora so segmento de construção de telhas e telhados Diane Hendricks, que fundou a ABC Supply e ajudou a transformá-la em um dos maiores distribuidores atacadistas de telhados, revestimentos e janelas dos Estados Unidos. Ela vale US$ 8 bilhões –em 2019, eram US$ 7 bilhões. Na segunda posição, está Judy Faulkner, que lançou a empresa de software de registros médicos Epic em 1979. Ela subiu do quarto lugar do ano passado graças a um aumento de US$ 1,9 bilhão no patrimônio líquido, que chegou a US$ 5,5 bilhões.

Os membros da lista têm idades partindo de 23 anos (Kylie Jenner) até 94 (Alice Schwartz). Elas vêm de todos os lugares dos Estados Unidos, mas a maioria está concentrada na Califórnia (45 delas no total). As fortunas foram calculadas usando os preços das ações em 11 de setembro de 2020.

Veja, na galeria a seguir, as 10 mulheres norte-americanas mais bem pagas em 2020:

  • 10. Doris Fisher
    Fonte de riqueza: Gap
    Patrimônio líquido: US$ 2,5 bilhões

    Doris Fisher fundou a loja de roupas Gap em 1969 com seu marido, Don (morto em 2009), depois que o casal lutou para encontrar jeans que coubessem nele. O casal levantou US$ 63 mil para abrir sua primeira loja, que vendia jeans e discos de música, em San Francisco. Doris Fisher atuou como merchandiser da empresa desde o dia em que foi inaugurada até 2003 e fez parte do conselho da Gap até 2009. No início de 2020, a Gap cancelou seus planos de transformar a Old Navy em uma empresa pública separada. Graduada em economia em Stanford em 1953, ela é cofundadora da Fundação KIPP, que apóia escolas públicas autônomas, doando US$ 15 milhões.

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  • 9. Oprah Winfrey
    Fonte de riqueza: TV
    Patrimônio líquido: US$ 2,6 bilhões

    Oprah Winfrey fez uma transição de sucesso de seu talk-show (que durou 25 anos) para um império de mídia e negócios. A ex-âncora transformou os lucros reinvestidos de seu programa em US$ 2 bilhões, segundo estimativas da Forbes. Em 2011, Oprah lançou o canal a cabo OWN e seus 25,5% da rede valem mais de US$ 65 milhões. O “efeito Oprah” se espalhou para a marca “Vigilantes do Peso” da qual ela comprou uma participação de 10% em 2015 (desde então baixou para 7%) e atua como embaixadora. Em março de 2020, como parte de seu pacto plurianual com a Apple TV, ela passou a apresentar um programa de entrevistas sobre a Covid-19.

    Colaborador/Getty Images
  • 8. Thai Lee
    Fonte de riqueza: Provedor de TI
    Patrimônio líquido: US$ 3,2 bilhões

    Thai Lee é CEO da SHI International, provedora de tecnologia da informação de US$ 10,7 bilhões em vendas que tem mais de 20 mil clientes, incluindo Boeing e AT&T. Nascida em Bangkok, na Tailândia, Thai cresceu na Coreia do Sul e se mudou para os Estados Unidos para fazer o ensino médio. Com MBA em Harvard, ela trabalhou para a Procter & Gamble e a American Express antes da SHI. Em 1989, Thai e seu agora ex-marido pagaram menos de US$ 1 milhão por uma revendedora de software, a predecessora da SHI. Em 2018, ela ingressou no conselho da Sonde Health, uma afiliada da empresa biofarmacêutica PureTech Health que desenvolve tecnologia de diagnóstico por voz.

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  • 7. Johnelle Hunt
    Fonte de riqueza: Caminhões
    Patrimônio líquido: US$ 2,5 bilhões

    Em 1961, Johnelle Hunt e seu falecido marido, Johnnie Bryan Hunt, venderam sua casa e fizeram empréstimos para iniciar uma operação de embalagem de casca de arroz. Oito anos depois, o casal comprou cinco caminhões e sete reboques para lançar a J.B. Hunt Transport Services. O negócio abriu capital em 1983 e atualmente é uma das maiores empresas de transporte dos Estados Unidos, com vendas de US$ 9,2 bilhões. Johnelle, que deixou o cargo de secretária corporativa em 2008, continua sendo a maior acionista individual da empresa, com uma participação de 17%. Em 2019, ela prometeu US$ 5 milhões para construir um novo centro de beisebol na Universidade do Arkansas.

    Wesley Hitt/Getty Images
  • 6. Lynda Resnick
    Fonte de riqueza: Agricultura
    Patrimônio líquido: US$ 3,6 bilhões

    Resnick é a especialista em marketing por trás da Wonderful Co., o conglomerado de lanches e bebidas de US$ 4,6 bilhões (em vendas) que ela e seu marido, Stewart, possuem. As marcas da The Wonderful Co. incluem Pom Wonderful, Mandarim Halos, Wonderful Pistachios e Fiji Water. Eles também possuem 135 mil acres de pomares no Texas, no México e na Califórnia, onde cultivam pistache, amêndoas, romãs e tangerinas. Ambos divorciados, eles se conheceram na década de 1960, quando ela fez um trabalho de marketing para o negócio de alarmes dele.

    Jason LaVeris/FilmMagic/Getty Images
  • 5. Marian Ilitch
    Fonte de riqueza: Rede de restaurantes
    Patrimônio líquido: US$ 4,1 bilhões

    Marian Ilitch e seu marido, Mike Ilitch, que morreu em 2017, fundaram a Little Caesars Pizza, em 1959. A “Sra. I”, como Marian é conhecida, atualmente é proprietária da rede de pizzarias que fatura mais de US$ 4 bilhões em vendas anuais em todo o sistema. Ela também é proprietária do Detroit Red Wings e do MotorCity Casino Hotel; o Detroit Tigers, que era de seu marido, está sob o controle da família. Marian está ajudando a construir um distrito de esportes e entretenimento de US$ 1,4 bilhão em Detroit, que inclui uma nova sede com janelas em formato de pizza.

    Bruce Bennett/Getty Images
  • 4. Judy Love
    Fonte de riqueza: Varejo e postos de gasolina
    Patrimônio líquido: US$ 4,7 bilhões

    Judy Love e seu marido, Tom, abriram seu primeiro posto de gasolina em Watonga, no estado de Oklahoma, em 1964, usando um empréstimo de US$ 5 mil dos pais de Tom. Judy cuidava da parte financeira e dirigiu a empresa com Tom até 1975, quando voltou para a faculdade. Hoje, a Love’s Travel Stops & Country Stores tem mais de 520 lojas em 41 estados. Judy é a secretária-executiva da Love’s e presidente do Love Family Fund. Seu marido, Tom, é o presidente do conselho da Love; e três dos quatro filhos do casal trabalham na empresa.

    Getty Images/Reprodução/Forbes
  • 3. Meg Whitman
    Fonte de riqueza: Procter & Gamble, Dropbox, Quibi e Immortals LLC
    Patrimônio líquido: US$ 5,3 bilhões

    Meg Whitman é mais conhecida por levar o eBay de US$ 5,7 milhões para US$ 8 bilhões em vendas como CEO de 1998 a 2008. Ela foi CEO também da Hewlett-Packard de 2011 a 2015, onde supervisionou a divisão em HP Inc. e Hewlett Packard Enterprise. Meg deixou o cargo de principal executiva da HPE em fevereiro de 2018. Hoje, ela faz parte do conselho da Procter & Gamble e do Dropbox, e ainda é CEO da Quibi, nova plataforma de vídeos curtos de Jeffrey Katzenberg (cofundador e CEO da DreamWorks Animation) lançada em abril de 2020. Em 2018, investiu na empresa de e-sports com sede em Los Angeles Immortals LLC e também assumiu um assento no conselho.

    Dave Kotinsky/Getty Images
  • 2. Judy Faulkner
    Fonte de riqueza: Saúde
    Patrimônio Líquido: US$ 5,5 bilhões

    Judy Faulkner fundou o principal provedor de software de registros médicos dos EUA, a Epic Systems, em um porão em Wisconsin em 1979. Faulkner, uma programadora de computador, ainda é CEO da empresa de US$ 3,2 bilhões. A Epic oferece suporte aos registros médicos de mais de 250 milhões de pacientes e é usada pelos principais centros médicos, como Johns Hopkins e Mayo Clinic. A empresa nunca levantou capital de risco ou fez aquisições e desenvolve todo o seu software internamente. Faulkner assinou o Giving Pledge em 2015 e concordou em doar 99% de sua participação na Epic para uma fundação de caridade privada.

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  • 1. Diane Hendricks
    Fonte de riqueza: Telhados
    Patrimônio Líquido: US$ 8 bilhões

    Diane Hendricks é presidente da ABC Supply, uma das maiores empresas distribuidoras atacadistas de telhados, revestimentos e janelas dos EUA. Ela cofundou a empresa com seu falecido marido, Ken, em Beloit, Wisconsin, em 1982. Ela a dirige desde sua morte, em 2007, e levou a ABC a fazer as duas maiores aquisições de sua história, comprando a rival Bradco, em 2010, e a distribuidora de materiais de construção L&W Supply, em 2016. A empresa tem 780 filiais e soma mais de US$ 11 bilhões em vendas. Hendricks vendeu casas personalizadas para um construtor antes de conhecer Ken, que era um carpinteiro. Ela gastou milhões no desenvolvimento econômico local, reconstruindo quarteirões inteiros em Beloit e trazendo vários novos negócios para seu estado de origem.

    Getty Images/Reprodução/Forbes

10. Doris Fisher
Fonte de riqueza: Gap
Patrimônio líquido: US$ 2,5 bilhões

Doris Fisher fundou a loja de roupas Gap em 1969 com seu marido, Don (morto em 2009), depois que o casal lutou para encontrar jeans que coubessem nele. O casal levantou US$ 63 mil para abrir sua primeira loja, que vendia jeans e discos de música, em San Francisco. Doris Fisher atuou como merchandiser da empresa desde o dia em que foi inaugurada até 2003 e fez parte do conselho da Gap até 2009. No início de 2020, a Gap cancelou seus planos de transformar a Old Navy em uma empresa pública separada. Graduada em economia em Stanford em 1953, ela é cofundadora da Fundação KIPP, que apóia escolas públicas autônomas, doando US$ 15 milhões.

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