Em 2016, o streaming foi considerado o salvador da música. Pela primeira vez em quase duas décadas, a indústria presenciou um crescimento na receita graças a serviços como Apple Music e Spotify. Sim, o streaming tornou a música mais acessível do que nunca, mas se o objetivo for “salvar” a indústria, é preciso oferecer formas de engajamento aos ouvintes, experiências emocionais por meio da tecnologia digital. E é aí que entra a realidade aumentada.
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De acordo com as pesquisas, 78% dos millennials preferem gastar dinheiro em experiências e eventos relacionados a música do que em objetos e 72% deles garantem que pretendem aumentar o investimento nesse tipo de conhecimento. É mais do que apenas criar memórias e selfies. Experiências precisam ter um valor real.
Apenas como exemplo, vamos analisar outro segmento da indústria do entretenimento: o de filmes. Os estúdios apostam que a tecnologia 3D pode levar as pessoas aos cinemas. Embora as receitas tenham aumentado no caso dos blockbusters, 2016 foi o pior ano desde a década de 1920 em termos de venda de ingressos para norte-americanos adultos. Ou seja, cada vez menos pessoas estão gastando mais dinheiro em ingressos caros. A novidade do 3D está perdendo o efeito, porque a experiência é transacional e não transformadora.
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Como indústria, é preciso encarar a música: gravadoras e vendedoras não têm sido eficientes no engajamento das gerações nascidas na era digital. A realidade aumentada é o uso da tecnologia para sobrepor a informação digital no mundo físico, amplamente, por meio dos dispositivos móveis. Realidade virtual é diferente nesse aspecto, pois é uma imersão completa. E isso tem um valor real – Tim Cook, CEO da Apple, descreve esse mercado com tanto potencial quanto o do iPhone.
Os casos mais populares de realidade aumentada são o Pokémon Go e o Snapchat. O primeiro capitalizou a nostalgia millennial e faturou US$ 10 milhões por dia em seu auge. A Snap Inc. seguiu os passos do fracassado Google Glass com o Snapchat Spectacles, um óculos de sol que captura vídeos curtos.
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A indústria tem um potencial em suas mãos com a realidade aumentada. Oportunidades como essa não aparecem com frequência. O público já está pronto e familiarizado com a tecnologia – só é preciso ter certeza de que o ritmo será mantido.
Veja na galeria de fotos 4 maneiras de usar a realidade aumentada para mudar a indústria da música para sempre: