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Plataforma cria “Índice Açaí”, nos moldes do “Índice Big Mac”

Métrica foi criada para medir o poder de compra das cidades brasileiras

3 min

Desde 1986, a revista britânica “The Economist” utiliza o chamado Índice Big Mac para determinar a paridade do poder de compra (PPP) em mais de 100 países. O objetivo é comparar o custo de vida dos cidadãos por meio de alguns índices econômicos, como o PIB e a taxa cambial em relação ao dólar norte-americano, considerando o preço do famoso lanche do McDonald’s.

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O resultado mais recente desse cálculo, divulgado no mês passado, revelou que o Brasil tem o Big Mac mais caro do mundo. Considerando a atual desvalorização do real frente ao dólar e o PIB per capita, o lanche para os brasileiros deveria custar 41% menos do que os R$ 16,50 cobrados atualmente nos restaurantes da rede.

Se o levantamento da “The Economist” usa o valor do Big Mac, que é tabelado, apenas entre países, como determinar qual cidade brasileira tem o maior ou menor poder de compra? Nosso país, de proporções continentais, conta com uma enorme diversidade – inclusive do ponto de vista econômico. Para fazer uma comparação entre o custo de vida nas capitais brasileiras, o site de empregos Adzuna se inspirou no estudo da “The Economist” e criou seu próprio balizador: o índice Açaí, um produto brasileiríssimo.

Os critérios avaliados para compor o Índice Açaí

Como a fruta é cultivada apenas nos estados do Amazonas, Pará, Amapá, Maranhão, Rondônia, Acre e Tocantins, a polpa do açaí é congelada e então transportada para todo o país. Portanto, diferente do preço tabelado do Big Mac – que é comercializado pelo mesmo estabelecimento no país todo -, o açaí pode variar bastante de preço.

A Adzuna levantou a média de preço do creme de açaí na tigela de 300 ml nas capitais brasileiras para descobrir onde o produto é mais caro e mais barato. Para a paridade do poder de compra entre as 27 capitais do país, utilizou o próprio banco de dados de sua ferramenta de busca de empregos para determinar os salários médios nas cidades.

Como não há taxa cambial para comparar preços na mesma moeda e o salário mínimo tem base nacional, foi analisada a quantidade de vagas e a média salarial em cada capital. Em seguida, determinou-se quanto tempo o trabalhador leva para receber o equivalente ao custo da mesma quantidade de açaí em sua cidade, considerando a média salarial encontrada.

Veja, na galeria de fotos a seguir, os resultados do levantamento:

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