Governo e BNDES discutem com bancos socorro a grandes empresas atingidas pela crise

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dívida conversível e empréstimos que até uma certa quantia de perda seriam cobertos pelo governo são instrumentos que podem ser usados para o resgate

O Banco de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) está discutindo com bancos privados os detalhes operacionais de resgates para setores duramente atingidos pela crise do coronavírus: companhias aéreas, montadoras, empresas de energia e grandes varejistas não essenciais, disseram duas fontes com conhecimento do assunto.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, participou ontem (14) de videoconferência com os presidentes-executivos dos maiores credores brasileiros – Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil – para discutir quais instrumentos seriam necessários. Os presidente do BNDES, Gustavo Montezano, e do Banco Central, Roberto Campos Neto, também participaram do encontro.

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Governo e bancos poderiam usar dois tipos de instrumentos para resgatar empresas com dinheiro novo: dívida conversível e empréstimos que até uma certa quantia de perda seriam cobertos pelo governo, disseram as fontes.

O Tesouro garantiria aos bancos um determinado limite de inadimplência caso as empresas não pagassem a dívida no futuro, segundo as discussões.

Uma das fontes disse que as negociações ainda estão em andamento, pois os bancos entendem que poderiam cooperar, mas a maior quantidade de recursos para esses setores deve vir do governo, uma vez que os riscos são considerados altos.

Procurados, BNDES e Ministério da Economia não se manifestaram imediatamente.

O jornal “Valor Econômico” informou hoje (15) que o BNDES pretende coordenar um sindicato de bancos comerciais para o socorro de grandes empresas de setores em dificuldades por causa da pandemia de coronavírus. (Com Reuters)

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