Retorno? Airbnb começa a receber reservas para o verão europeu

GettyImages/ Yuriko Nakao
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A diminuição das restrições em alguns países europeus indica que o continente pode começar a sair do controle mais rígido imposto pelo coronavírus, o que beneficia as operações do AirBnB

O AirBnB registrou um aumento nas reservas domésticas na Europa, em um sinal de que os moradores estão de olho na perspectiva de férias atrasadas de verão, já que alguns países começaram a diminuir suas medidas de isolamento social.

O CEO da empresa, Brian Chesky, disse ao jornal “Financial Times” que a Dinamarca e a Holanda registraram um aumento nas reservas domésticas, a mesma categoria que mostrou aumentos na Noruega, Áustria, Suécia e Suíça.

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As reservas domésticas feitas na Dinamarca atingiram cerca de 90% dos níveis observados em abril de 2019 e 80% na Holanda, informou o jornal.

Os comentários de Chesky ao veículo foram feitos antes de ele anunciar que a empresa cortaria 25% de sua força de trabalho global, pois o coronavírus causou um duro golpe no aluguel de imóveis.

A Europa foi, em um momento, o centro da pandemia de coronavírus, mas agora alguns dos países mais atingidos estão começando neste mês a diminuir as restrições, incluindo Itália, Espanha e Alemanha.

Enquanto isso, os países bálticos Estônia, Lituânia e Letônia devem reabrir as fronteiras em 15 de maio, permitindo a liberdade de locomoção entre os três países, informou o primeiro-ministro da Letônia, Krisjanis Karins, através do Twitter.

Na semana passada, o ministro do turismo grego, Harry Theocharis, disse que o verão de 2020 provavelmente será mais calmo do que o habitual, mas os hotéis podem começar a reabrir a partir de junho.

“A recuperação está melhor do que tínhamos previsto até duas semanas atrás. É uma recuperação temporária? É uma recuperação permanente? Ninguém sabe”, disse Chesky.

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Ele acrescentou: “Normalmente, há um período de uma a duas semanas entre o registro da ‘pesquisa com datas’ e as reservas. Estamos vendo algum otimismo”.

Na terça-feira (5), Chesky anunciou que a empresa está demitindo 25% de sua equipe (1.900 pessoas), já que as quarentenas por coronavírus e as restrições de viagens continuam afetando as indústrias do turismo. Em abril, a empresa arrecadou US$ 2 bilhões para a enfrentar os efeitos incapacitantes da crise do coronavírus. É uma mudança dramática na sorte do AirBnB, considerando que a empresa estava planejando abrir seu capital neste ano. A procura na Itália e na Espanha, alguns dos países mais atingidos, caiu pela metade, segundo o “Financial Times”. A pandemia fez com que o AirBnB implementasse cancelamentos de reembolso completos, enfurecendo os donos das casas, que dizem que o ônus deve ser compartilhado de maneira mais uniforme entre eles e a empresa.

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O site de acomodações temporárias proibiu, no mês passado, reservas para a maioria dos clientes britânicos depois de receber críticas por alguns anfitriões do Reino Unido anunciarem “retiros de isolamento” para que os clientes pudessem “escapar” da pandemia de coronavírus. A empresa restringiu as reservas a funcionários importantes enquanto as restrições impostas pelo governo estavam em vigor.

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