Bilionário Tom Siebel construiu e agora oferece biblioteca de dados para combater a Covid-19

Coleção Forbes / Ethan Pines
Coleção Forbes / Ethan Pines

Tom Siebel, empreendedor bilionário do ramo de tecnologia e fundador da C3.AI

O empresário bilionário de tecnologia Tom Siebel faturou alto com a Siebel Systems, que ele vendeu para a Oracle em 2006, e está tentando fazer o mesmo com a empresa de inteligência artificial C3.ai, avaliada em US$ 3,3 bilhões. Mas, com a pandemia, os negócios diminuíram e ele passou semanas refletindo sobre como usar dados para ajudar os pesquisadores de Covid-19. Ele montou o chamado “data lake” (lago de dados, em tradução livre) de informações da doença, coletadas por entidades como a Universidade Johns Hopkins, a Organização Mundial da Saúde, o Instituto de Métricas e Avaliação em Saúde, o Projeto Covid Tracking e dezenas de outras organizações que os pesquisadores poderiam acessar em um só lugar e de graça.

No total, ele diz que cerca de 2.000 usuários ativos de todo o mundo agora estão trabalhando com essa biblioteca de dados para pesquisar o curso da doença e formas de mitigá-la. Entre os usuários, ele diz, estão os pesquisadores do National Institutes of Health, MIT e várias empresas farmacêuticas.

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“O que é difícil nesses conjuntos de dados é fazer todas as conexões. Toda essa informação é extraordinariamente grande, com dezenas de milhares de campos e centenas de milhões de registros. Para tornar os dados úteis para análises, você precisa conectar problemas como taxas de comorbidades e infecções”, diz ele. “O número de coisas que conectamos é entorpecedor.”

Siebel, 67 anos, está em uma posição única para criar uma compilação de conjuntos de dados. Ele passou mais de uma década e, segundo ele, gastou quase US$ 1 bilhão construindo a tecnologia que sustenta a C3.ai, que oferece análises preditivas para clientes que incluem 3M, Royal Dutch Shell e a Força Aérea dos EUA. Seus negócios em Redwood City, Califórnia, cresceram rapidamente, passando US$ 160 milhões em receita para o ano fiscal encerrado em abril. No entanto, quando a pandemia atingiu os Estados Unidos nesta primavera, Siebel (que espera uma recessão e um abalo maciço entre as empresas de IA) se tornou um dos mais de uma dúzia de bilionários a emprestar dinheiro do Programa Federal de Proteção de Pagamento (PPP), acessando entre US$ 5 milhões e US$ 10 milhões, de acordo com dados da Small Business Administration.

A C3.ai limpou os conjuntos de dados usando as ferramentas automatizadas desenvolvidas para ajudar seus clientes corporativos, para que os pesquisadores pudessem acessar dados estruturados, legíveis por máquina e livres de anomalias. O esforço começou com 11 conjuntos de dados, publicados em abril, e expandidos ao longo do tempo para incluir 32 em junho. Siebel diz que pretende continuar adicionando novos conjuntos de dados ao “data lake”, que está hospedado na AWS, ao longo do tempo.

“Esta é uma aplicação natural da IA”, diz Siebel. “Existem muitas aplicações de IA que nós sabemos que são um pouco assustadoras e onerosas, e essa tem potencial de ser extremamente benéfica socialmente.”

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Esse esforço para arrecadar dados é um dos dois projetos de Covid-19 que Siebel lançou nesta primavera. O outro, chamado C3.ai Digital Transformation Institute, está dando mais de US$ 300 milhões em doações e recursos em espécie para projetos de pesquisa da doença, baseados em dados em parceria com a Microsoft. A Universidade da Califórnia, Berkeley, e a Universidade de Illinois em Urbana-Champaign estão administrando esse consórcio, que financiou 26 projetos até o momento.

“Estamos fazendo o possível para ajudar a promover a ciência subjacente que fará com que esse problema desapareça”, diz Siebel. “Até resolvermos esse problema, não acho que vamos recuperar a economia.”

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