Petrobras estima “retorno” de R$ 18 bi com PDVs até 2025

Sergio Moraes/Reuters
Sergio Moraes/Reuters

O retorno se baseia no custo evitado de pessoal de R$ 22 bilhões menos o desembolso com as indenizações, avaliadas em R$ 4 bilhões

A Petrobras informou na noite de ontem (2) que terá um “retorno adicional” de cerca de R$ 18 bilhões até 2025 com as saídas dos 10.082 funcionários inscritos em programas de desligamentos voluntários (PDVs) ou de aposentadorias incentivadas (PAI).

Segundo a estatal, esse retorno se baseia no custo evitado de pessoal de R$ 22 bilhões menos o desembolso com as indenizações, avaliadas em R$ 4 bilhões.

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A empresa estima ainda uma redução de custo de pessoal até 2025 em torno de R$ 4 bilhões por ano com a saída dos mais de 10 mil cadastrados nos programas, número que representa 22% da força de trabalho atual.

Na quarta-feira (1), o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, havia adiantado em um debate transmitido pela internet o número de inscritos nos programas, mas ele não havia fornecido detalhes dos custos e retornos que serão obtidos.

“Cabe destacar que o impacto esperado das indenizações no caixa da companhia não será imediato em 2020, mas sim diluído ao longo dos próximos três anos. Isso porque, no PDV 2019, existem categorias com saída prevista em até 24 meses, o que diluirá os desligamentos no tempo”, destacou a Petrobras em comunicado.

“Além disso, a companhia optou por diferir o pagamento das indenizações em duas parcelas, sendo uma no momento do desligamento e a outra em julho de 2021 ou um ano após o desligamento, o que for maior”, acrescentou.

No fim, o sistema Petrobras terá seu quadro reduzido a quase um terço dos 86 mil funcionários que tinha em 2013, antes de o preço do petróleo despencar, de a Lava Jato começar e de a empresa iniciar uma forte venda de ativos.

“Os programas de desligamento voluntário foram elaborados com a preocupação principal de respeitar o direito de livre escolha de nossos colaboradores…. O resultado do PDV 2019 foi extremamente positivo com 94% de adesão, dos 10.053 empregados elegíveis…”, disse em nota Castello Branco.

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“Desse modo, contribuindo para a redução permanente da estrutura de custos da companhia, o que nos ajuda a enfrentar com sucesso um cenário de preços mais baixos do petróleo no longo prazo”, completou.

A Petrobras teve prejuízo líquido de R$ 48,5 bilhões no primeiro trimestre, após grande baixa contábil devido a uma revisão das premissas de longo prazo para o petróleo Brent, registrando uma perda muito maior que os quase R$ 37 bilhões do quarto trimestre de 2015, quando a companhia ainda se recuperava das denúncias de corrupção da Lava Jato.

Além do PAI, programa de desligamento voltado aos empregados aposentáveis com vigência até 31 de dezembro de 2023, a companhia implementou três outros planos: PDV 2019 destinado aos aposentados pelo INSS até a data de promulgação da PEC 133 de 2019; PDV específico para empregados lotados em ativos/unidades em processo de desinvestimento; PDV exclusivo para os empregados que trabalham no segmento corporativo da empresa. (Com Reuters)

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