Cristiane Sultani, fundadora do Instituto Beja, foi a única brasileira convidada para a cerimônia de abertura do Obama Presidential Center, realizada na última sexta-feira (19), em Chicago. O complexo cultural, histórico e comunitário de 7,8 hectares funciona como biblioteca, museu e sede oficial da Fundação Obama.
O convite não foi por acaso. O Instituto Beja é o único parceiro brasileiro da Fundação no financiamento do Obama Leaders Program. A iniciativa forma líderes entre 24 e 45 anos ao redor do mundo e tem como objetivo inspirar, capacitar e conectar grupos regionais de agentes de transformação para acelerar mudanças na sociedade por meio de sessões de mentoria, trocas em grupo, desafios e oportunidades de aprendizado.
Com mais de 1.500 ex-alunos, o programa foi lançado na África em 2018 e expandiu-se para a região da Ásia-Pacífico em 2019, para a Europa em 2020 e para os Estados Unidos em 2023. Agora, chega à América Latina. “Acreditamos que a renovação é possível a partir de novas lideranças que precisam dar um respiro para este mundo”, afirma a filantropa brasileira, que teve seu nome gravado na lista de doadores exposta no museu, ao lado de personalidades como Bruce Springsteen.
A trajetória de Cristiane Sultani e do Instituto Beja
Depois de construir uma carreira bem-sucedida de mais de 20 anos no setor financeiro, Cristiane mergulhou no empreendedorismo social e na filantropia. Fundou o Instituto Beja em 2021 em homenagem ao marido, o empresário Pedro Alberto Fischer, que morreu de câncer.
À frente do Instituto, a advogada já liderou investimentos de R$ 60 milhões em projetos sociais. Hoje, o Beja articula parcerias com entidades do sul global, como a Fundação Nilekani e a Waverley Street Foundation, presidida por Laurene Powell Jobs, viúva do fundador da Apple, Steve Jobs.