1. Início
  2. /
  3. Negócios
  4. /
  5. 34 grandes empresas americanas concordam em divulgar relatórios de diversidade da força de trabalho
Negócios

34 grandes empresas americanas concordam em divulgar relatórios de diversidade da força de trabalho

Onda de protestos anti-racistas nos EUA revigorou apelos por mais igualdade nas companhias

3 min
Jeenah Moon- Correspondente/ Getty Images
Jeenah Moon- Correspondente/ Getty ImagesScott Stringer, supervisor da cidade de Nova York, lidera a campanha por mais igualdade nas companhias

Desde julho, o influente político e supervisor da cidade de Nova York, Scott Stringer, liderou uma campanha nacional nos EUA convocando que 67 empresas do S&P 100 com capital público, divulgassem publicamente os dados de seus relatórios EEO-1 anuais –que mostram composição racial e de gênero de uma empresa em dez categorias de trabalho diferentes.

“Estamos pedindo que as empresas que emitiram declarações em apoio à justiça racial façam justamente isso e divulguem publicamente os seus dados demográficos”, escreveu Stringer em uma carta aos CEOs.

LEIA MAIS: Ordem global em movimento: para o bilionário Ray Dalio, o atual “cálice sagrado para ganhar dinheiro” é a diversidade de investimentos

Mais da metade já concordou com o compromisso, o que significa que quase 50% de todas as empresas S&P serão transparentes sobre a composição de seus funcionários (29 empresas públicas divulgaram essas informações com antecedência, 14 das quais estão no S&P 100).

Embora alguns membros da lista já tinham publicado os seus relatórios completos –como BlackRock, Target e Verizon– muitos, incluindo alguns dos maiores bancos dos Estados Unidos, tornarão as informações públicas pela primeira vez em março de 2021.

Unindo-se a Goldman Sachs, Morgan Stanley e U.S. Bancorp na lista de empresas comprometidas está o Wells Fargo, cujo CEO, Charles Scharf, recentemente esteve no centro de uma polêmica ao dizer que há “quantidade limitada de talentos negros”, e que essa é a razão pela qual a empresa não consegue alcançar suas metas de diversidade.

“Não basta condenar o racismo em palavras”, escreveu Stringer em seu anúncio. “Uma real mudança sistêmica na américa corporativa exigirá ações e responsabilidade concretas”.

Meses de protestos Black Lives Matter e anti-racismo em todo o país –começando após a morte de George Floyd em 25 de maio– revigoraram os apelos por mais diversidade nas grandes empresas e resultaram em novos compromissos corporativos. “Esses eventos são sintomas de um problema profundo e antigo de nossa sociedade e devem ser tratados em nível pessoal e sistêmico”, escreveu o CEO da BlackRock, Larry Fink, em maio, ecoando apelos à ação semelhantes de outros líderes de tecnologia, finanças e varejo.

LEIA MAIS: Diversidade, equidade e inclusão: o que o coronavírus ensina e como devemos responder

No entanto, algumas empresas também foram criticadas por apoiar publicamente o anti-racismo sem realizar mudanças significativas para eliminar as desigualdades internas. Segundo noticiado pela CNBC, altos cargos executivos são 85% ocupados por brancos. Já o Instituto de Política Econômica dos EUA,descobriu que ainda mulheres e minorias continuam ganhando menos do que seus colegas homens nos mesmos cargos.

Siga FORBES Brasil nas redes sociais:

Facebook
Twitter
Instagram
YouTube
LinkedIn

Siga Forbes Money no Telegram e tenha acesso a notícias do mercado financeiro em primeira mão

Baixe o app da Forbes Brasil na Play Store e na App Store.

Tenha também a Forbes no Google Notícias.

Assine Forbes. Inspire-se, lidere, conquiste. Ao se cadastrar, você concorda com nossa Política de Privacidade e com o uso de seus dados para fins de comunicação.