Não há nada como os primeiros dias quentes de verão em Nova York. Depois de um longo inverno de “hibernação”, o momento em que a temperatura passa dos 21°C é motivo de comemoração. Moradores e turistas lotam os parques, as ruas residenciais e os restaurantes locais, ansiosos para aproveitar a estação. E quando o assunto são os restaurantes, a cidade oferece de tudo: desde mesas na calçada até terraços escondidos para saborear uma refeição e uma taça de vinho rosé.
A seguir, cinco dos nossos lugares favoritos para celebrar o verão e o retorno das refeições ao ar livre.
The Mark Restaurant by Jean-Georges
O The Mark, hotel quatro estrelas pelo Forbes Travel Guide, ocupa um quarteirão super cobiçado no Upper East Side. O terraço do The Mark Restaurant by Jean-Georges, graças à sua localização privilegiada na esquina da East 77th Street com a Madison Avenue — a poucos passos do Central Park –, é um clássico entre os moradores locais.
Sob os elegantes guarda-sóis listrados em preto e branco que são a marca registrada do hotel, você encontrará mesas com toalhas brancas e um cardápio de comfort food com um toque francês. No almoço, o destaque fica por conta do hambúrguer de lagosta do Maine, finalizado com maionese de pimenta-verde e picles de yuzu. No jantar, renda-se à famosa pizza de trufa negra e queijo fontina, que harmoniza perfeitamente com uma taça de rosé bem gelado, completando uma experiência gastronômica tão clássica quanto o próprio bairro.
E embora não seja tecnicamente um restaurante, o famoso Haute Dog Cart (carrinho de cachorro-quente gourmet) do The Mark fica bem na porta do lobby do hotel. É uma versão divertida de um clássico da comida de rua de Manhattan, elevada pelo toque do chef Jean-Georges Vongerichten.
Marea
Assim como a alegria que os nova-iorquinos sentem ao aposentar os casacos de inverno, o Marea — restaurante de frutos do mar recomendado pelo Forbes Travel Guide — recebe o clima mais quente em grande estilo. O point de alta gastronomia italiana celebrou a abertura oficial de seu terraço interno no início de maio com uma tarde de taças à vontade de Champagne Delamotte e uma degustação selecionada de ostras da fazenda Montauk Pearl.

A temporada de terraço aqui traz a brisa da Costa Amalfitana (com direito aos charmosos guarda-sóis azuis e brancos) direto para o Central Park South. O cardápio, elaborado meticulosamente, traz pratos da culinária costeira italiana feitos sob medida para comer ao ar livre: tartare de robalo, vieiras grelhadas com perfeição e o famoso fusilli com polvo e tutano.
Nougatine
Sabe guardar segredo? A poucos passos da agitadíssima Columbus Circle, esconde-se um verdadeiro oásis urbano à beira do Central Park. Sob o comando do chef Vongerichten, o Nougatine funciona como o irmão mais descontraído do badalado Jean-Georges (cotado com cinco estrelas), ambos localizados no também cinco estrelas Trump International Hotel & Tower New York. O Nougatine Terrace, que abre por temporada, estende essa atmosfera leve e descontraída.

A área de frente para o parque, projetada por Philippe Starck, conta com móveis trançados à mão da Dedon e uma cerca viva que ajuda a manter um silêncio sereno, quebrado apenas pelo brinde dos copos, suspiros de satisfação e risadas descontraídas.
O terraço compartilha o mesmo cardápio do Nougatine, e a simplicidade certeira de pratos como o sashimi com ponzu branco picante e o robalo cozido no vapor com manteiga de ervas e batatas baby combina perfeitamente com a vibe relaxante do espaço.
Tartine
O West Village está cheio de esquinas charmosas, mas o ponto arborizado e cercado por sobrados (townhouses) no cruzamento das ruas West 4th e West 11th que o Tartine ocupa pode ser o melhor do bairro. Como qualquer morador esperto da cidade, o bistrô francês aproveita ao máximo sua localização premium com mesas dispostas na calçada.
Inspirado na cultura dos cafés parisienses, o Tartine é despretensioso de um jeito que se traduz como inegavelmente chique. O restaurante não aceita reservas e só recentemente começou a aceitar cartões de crédito. Os clientes também são incentivados a levar suas próprias garrafas — e embora não seja uma regra explícita, é bom que a bebida seja francesa.
Entre um gole e outro em uma tarde quente de domingo, saboreie um croque-madame feito com brioche artesanal da casa, presunto, queijo e um ovo pochê de gema mole, direto do menu de brunch do fim de semana. Você também pode estender o almoço para saborear um hambúrguer no brioche ou aproveitar o final de tarde longo de verão com mexilhões no vapor servidos com uma marinière de chalotas, vinho branco e salsa.
Fanelli Cafe
Considerado com toda a justiça um ícone de Nova York, o Fanelli Cafe também carrega o título de segundo estabelecimento gastronômico mais antigo da cidade operando no mesmo endereço, funcionando no número 94 da Prince Street desde 1847.

Via de regra, lendas atraem lendas, e o Fanelli Cafe não é exceção. Durante a transição do Soho de um distrito industrial decadente para lofts de artistas nos anos 60, Bob Dylan era cliente assíduo. Hoje, em grande parte graças à expansão das mesas ao ar livre na época da COVID, o movimento na calçada de paralelepípedos do Fanelli continua a todo vapor.
O letreiro de néon super instagramável do café e os arredores descolados atraem a comunidade criativa do Soho, fazendo com que a calçada pareça a primeira fila de um desfile de moda. Mas o cardápio não vai na onda de modismos: o hambúrguer suculento, os martinis caprichados e o adorado tuna melt (sanduíche aberto de atum com queijo derretido) nunca saem de moda.
*Reportagem publicada originalmente em Forbes.com