Bilionário que largou a escola e pilota aviões de caça vê fortuna disparar durante a pandemia

Tim Pannel/Forbes/Reprodução
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Isaacman começou seu primeiro negócio quando tinha 15 anos, um ano antes de abandonar o ensino médio para vender terminais de cartão de crédito no porão de seus pais

Jared Isaacman gosta de dizer que todo mundo tem uma “vida útil de fadiga”, para usar o jargão da Força Aérea, que representa o número de horas de voo que restam em um avião de caça antes que ele perca sua utilidade e precise ser retirado de serviço. Mas Isaacman vê o conceito como uma metáfora de como viver sua vida.

“Você tem um limite de horas de voo”, diz ele durante uma ligação de seu escritório da Shift4 Payments, em Allentown, Pensilvânia, um dia antes de uma viagem matinal para sua casa em Montana. “Não é muito tempo, então, é preciso maximizá-lo.” O irmão mais velho de Isaacman, Michael, acrescenta: “Ele acredita que todos nós temos um tempo de fadiga limitado, então, precisamos fazer as coisas mais incríveis que podemos enquanto estamos vivos.”

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Aos 37 anos, Isaacman parece estar aproveitando seu tempo ao máximo. Ele começou seu primeiro negócio quando tinha 15 anos, um ano antes de abandonar o ensino médio para vender terminais de cartão de crédito no porão de seus pais. Aos 28 anos, ele começou o que se tornaria a maior força aérea privada do mundo, a Draken International, e depois de oito anos, a vendeu para a Blackstone por uma soma milionária. Em junho de 2020, ele se tornou bilionário, depois de abrir o capital de sua empresa de pagamentos de restaurantes e hotéis.

Enquanto o famoso Square, de Jack Dorsey, visa cafeterias de bairro, a Shift4 Payments lida com mais de US$ 200 bilhões em pagamentos todos os anos para um terço dos restaurantes e hotéis dos Estados Unidos, incluindo gigantes como Hilton, Four Seasons, KFC e Arby’s, que dependem da empresa para completar pagamentos em dezenas de propriedades e locações. Mesmo depois que as medidas de distanciamento social da Covid-19 colocaram restaurantes em todo o país no caos e temporariamente adiaram seu tão aguardado roadshow do IPO (abertura de capital na bolsa), Isaacman seguiu em frente. “As pessoas ainda precisam comer, certo?” ele diz.

Isaacman agora vale US$ 1,4 bilhão, em parte graças à sua participação de 38% na Shift4 Payments. Ele mantém uma pequena participação na Draken como parte de um valor estimado de US$ 100 milhões em ativos adicionais, incluindo um avião de caça MiG e nove outras aeronaves.

Para se divertir, Isaacman acelera o MiG mais rápido do que a velocidade do som e escala montanhas para descontrair em semanas intensas de 80 horas de trabalho sem parar. Ele passou a virada deste ano na Antártica escalando o Monte Vinson (ou Maciço Vinson), uma parede de cerca de 5 km de neve e gelo a quase 1.300 km do Pólo Sul. Infelizmente, teve de parar a 150 metros do topo devido à desidratação, mas promete tentar novamente.

Jared Isaacman/Reprodução Forbes
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Da esqueda para a direita, Jared Isaacman, seu irmão mais velho Michael e os ex-colegas da Draken Sean “Stroker” Gustafson e Scott “Kidd” Poteet no Monte Vinson, na Antártica, em janeiro de 2020

Desburocratização como ideia para o sucesso

Isaacman tem seguido uma onda de adrenalina desde a infância. Quando ele ainda estava no colégio no subúrbio de Far Hills, Nova Jersey, seu irmão Michael, oito anos mais velho, já estava comprando sua primeira casa. Além disso, seus outros irmãos Tiffany e Marc tinham 27 e 30 anos, respectivamente, e ambos trabalhavam. O único que ainda estava em casa com os pais era Isaacman, mas ele queria se mudar. “Eu sempre fui muito motivado a seguir o estilo de vida dos meus irmãos e não muito motivado para a vida no ensino médio”, diz ele.

Em 1998, junto com seu amigo Brendan Lauber, que era dois anos mais velho, ele fundou uma pequena empresa chamada Decho Systems para projetar sites para empresas locais. Um de seus primeiros clientes foi a Merchant Services Inc. (MSI), uma processadora de pagamentos localizada nas proximidades de New Providence, em Nova Jersey. Além do trabalho do site, a MSI precisava de ajuda com segurança de computador, então Isaacman ofereceu-se como consultor interno. Quando o trabalho se transformou em uma oferta de emprego de tempo integral, ele largou a escola aos 16 anos.

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O principal negócio da MSI era vender terminais ultrapassados que passam cartões de crédito com fitas magnéticas. Os bancos emitiam cartões para consumidores e esperavam que as pequenas empresas os aceitassem sem qualquer ajuda, terceirizando o processo como para a MSI. Mesmo de sua posição no departamento de TI, Isaacman podia ver que o processo era complicado e caro. Se uma pizzaria local quisesse começar a aceitar cartões de crédito, ela levaria duas semanas e diversos formulários e taxas antes que pudesse começar.

NYSE/Forbes/Reprodução
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Jared Isaacman (centro) toca a campainha de abertura do IPO da Shift4 Payments na Bolsa de Valores de Nova York, em junho de 2020

“Inscrever-se para receber cartões de crédito 21 anos atrás era a mesma quantidade de papelada que obter uma hipoteca comercial”, diz Isaacman. “Era muito intenso, complicado e totalmente desnecessário.”

Após seis meses na MSI, ele decidiu que poderia tornar o processo mais rápido, fácil e barato. Então, desistiu para começar o United Bank Card, o progenitor do Shift4, no porão de seus pais. Sua primeira contratação foi seu pai, Don, que logo deixaria seu emprego de vendas como vice-presidente de uma empresa de segurança doméstica. Usando suas conexões com a MSI e um empréstimo de US$ 10 mil de seu avô, Isaacman convenceu um banco a lhe dar um número de identificação que precisava para vender os terminais de cartão de crédito. Em seguida, ele contratou Lauber, seu amigo da Decho, que saiu do Rochester Institute of Technology para ingressar no novo negócio.

“Não demorou muito para começar a fazer sucesso”, diz Lauber, que atualmente dirige a divisão de software touchscreen “Harbortouch” da Shift4. “Não sou um visionário, mas na época eu sabia que Isaacman sabia fazer negócio.”

Foi o ápice do primeiro boom da internet, e os dois amigos criaram aplicativos da web para simplificar o processo. Don usou suas habilidades como vendedor para convencer as empresas locais a se arriscarem. “Eu realmente não expus minha idade”, lembra Isaacman, que tinha 16 anos. “Eu me escondi no porão.”

Jared Isaacman/Reprodução Forbes
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Dia da mudança, 2002: Jared Isaacman, de 19 anos (segundo a partir da direita) e os primeiros (e atuais) funcionários Rich Williams, Efren Mannino e Chuck Kopacz descarregam as caixas para a primeira sede de sua empresa de pagamento no porão de seus pais

Em 2003, ele ainda não tinha idade suficiente para beber, mas já havia ganhado dinheiro suficiente para pagar o empréstimo de seu avô e expandir para além do Garden State. A startup de quatro anos, trazendo milhares de novos clientes, abriu um escritório no Arizona. A próxima grande chance veio em 2008, quando lançou o Harbortouch, uma tela touchscreen futurística que combinava uma caixa registradora e um terminal de processamento de dados de cartões de crédito em um único dispositivo. “Isso foi anos antes do Square”, diz Isaacman, enumerando uma lista de competidores que ele superou. “Estávamos muito à frente de todo mundo, e isso foi um grande sucesso.”

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Novos objetivos

Ao mesmo tempo, ele estava se esgotando de anos de trabalho construindo a empresa do zero. Então, Isaacman decidiu se dedicar a um hobby: aviação. Ele começou pilotando aviões a hélice, mas em dois anos queria mais. Então, passou a investir em centenas de horas de voo para pilotar jatos. Em 2009, aos 26 anos, em sua segunda tentativa, completou o voo mais rápido ao redor do mundo em um jato leve, voando de –e para– Morristown, em Nova Jersey, via Açores e Alasca, em 61 horas e 51 minutos, quebrando o recorde anterior em 21 horas. Ele arrecadou mais de US$ 100 mil para a Make-A-Wish Foundation, que ajuda a realizar o desejo de crianças com doenças graves dos Estados Unidos.

Ele logo descobriu que os civis podiam voar em aeronaves militares se dedicassem horas de voo e atendessem às qualificações da Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês). Então, ele começou a aprender a pilotar aviões de caça. Em 2010, seu hobby cada vez mais radical se tornou um emprego de meio período, quando Isaacman conheceu Sean Gustafson, então membro dos Thunderbirds, o famoso esquadrão de dublês da Força Aérea, cujo indicativo de chamada do piloto é “Stroker”. Juntos, eles montaram um esquadrão aéreo chamado Black Diamond Jet Team com outros pilotos aposentados e civis qualificados, realizando acrobacias aéreas em jogos da NFL e na Indy 500.

“Existem muito poucas pessoas que têm a chance de pilotar um caça como um civil, e ser verificado e certificado pela FAA é extremamente raro”, diz Gustafson. “A conquista foi apenas uma prova de seu desejo e paixão em fazer isso acontecer.”

Um ano depois, os dois tiveram uma ideia ainda melhor. Na esteira da crise financeira, os militares dos Estados Unidos estavam em modo de corte de gastos. Na Base da Força Aérea de Nellis, nos arredores de Las Vegas, lar da Força Aérea à escola de voo Top Gun da Marinha, os militares estavam gastando bilhões de dólares para treinar pilotos em jogos de guerra contra oponentes fictícios. Tirar de combate os F-16s e os pilotos experientes para que realizassem exercícios em casa estava se tornando insustentável. Isaacman e Gustafson, então, viram uma oportunidade: se eles pudessem persuadir a Força Aérea a terceirizar esse treinamento para eles –usando aeronaves ex-militares de aliados estrangeiros que custam muito menos para operar e tripuladas com aviadores aposentados que não estão na folha de pagamento militar– isso economizaria bilhões e permitiria aos melhores pilotos da Força Aérea lutar no exterior em vez de treinar novatos no deserto de Nevada. Com a maior parte da equipe do show aéreo a bordo, eles fundaram a Draken International para tornar esse plano realidade.

Isaacman investiu dinheiro na Draken para comprar dezenas de aviões de caça de todo o mundo, com um investimento mínimo de amigos e ex-colegas: Douglas A-4 Skyhawks, da Nova Zelândia; Atlas Cheetahs, da África do Sul; e Aero L-159s, da República Tcheca. Eles finalmente reuniram 100 jatos, a maior frota privada de aeronaves militares do mundo.

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A Marinha já tinha um programa semelhante em funcionamento, mas seria mais difícil entrar na cultura notoriamente insular da Força Aérea. Demorou quatro anos para Draken obter seu primeiro contrato em 2015, e mesmo assim foi apenas um pequeno teste de prova de conceito. Scott “Kidd” Poteet, que passou sete anos como comandante e piloto de teste na Nellis antes de ingressar na Draken para chefiar o desenvolvimento de negócios, ficou cético no início. “Eu pensei que era um tiro no escuro. Mas Isaacman viu que havia uma demanda”, conta Poteet. Ele forneceu um serviço do qual a Força Aérea simplesmente não se cansava.”

Outras jornadas

Enquanto estava voando e viajando ao redor do mundo para comprar mais aviões, Isaacman ainda administrava a empresa de pagamentos. Ele focava 16 horas por dia para conseguir administrar, cerca de 15% do que ele gastou na Draken. “Eu só precisava me concentrar na Draken para comprar mais jatos de combate antes que outros pudessem colocar as mãos neles”, diz ele. “Mas a Shift4 sempre foi a minha prioridade.”

Em 2014, surgiu uma oportunidade boa demais para deixar passar: seu antigo empregador, a MSI, estava procurando um comprador. Isaacman, que havia comandado sua empresa de pagamentos por 15 anos, vendeu uma participação de 53,5% no negócio para a firma de private equity Prospect Capital por US$ 279 milhões em ações e dívidas. Ele então usou o dinheiro para comprar a MSI por cerca de US$ 250 milhões.

Essa foi a primeira de sete aquisições. Em 2017, um ano depois que a Prospect vendeu sua participação para outra loja de private equity, Isaacman comprou a Searchlight Capital, de Nova York, por US$ 328 milhões. Ele pegou três rivais de software no setor de restaurante e levou seus quase 100 mil clientes com eles, incluindo cadeias nacionais como Outback Steakhouse e Denny’s. Em novembro de 2017, em sua maior aquisição até o momento, adquiriu a Shift4 Payments, com sede em Las Vegas. Isaacman adotou seu nome, com sua lista de clientes de primeira linha, incluindo Caesars Palace e o PGA Tour.

Comprar a companhia mais que dobrou o volume de pagamentos que Isaacman estava processando para US$ 100 bilhões por ano. As margens são mínimas no setor, com os fornecedores ganhando alguns centavos por dólar a cada transação que processam. Com centenas de versões de software e vários dispositivos de pagamento sob o mesmo teto, Isaacman agora pode ter como alvo clientes maiores e mais lucrativos. “Essa foi a aquisição mais transformadora que já fizemos”, diz ele. “Isso nos trouxe uma grande parte de todo o mercado de hospitalidade.”

Tim Pannel/Forbes/Reprodução
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Para Isaacman, “você tem um limite de horas de voo”

Isaacman já estava voando alto quando ganhou seu maior negócio para Draken. Sete meses após o acordo com a Shift4, ele assinou um contrato inédito de US$ 280 milhões para treinar pilotos da Força Aérea em Nellis durante cinco anos. Seu antigo amigo de colégio não ficou surpreso. “Ele é o melhor no que faz e já provou isso em setores totalmente diferentes, começando do zero”, diz Lauber. “Sua personalidade é focar em ser o melhor.”

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Isaacman entrou em 2020 com um patrimônio líquido de nove dígitos e grandes visões para um IPO. A empresa registrou receita recorde de US$ 731 milhões, embora ainda estivesse perdendo dinheiro.

Turbulência nos negócios

Em 18 de março de 2020, Isaacman foi colocado em uma sala de conferências na sede da Shift4 em Allentown com a gerência sênior. Dois dias antes, o S&P 500 havia entrado em colapso a caminho de seu pior dia desde 1987, provocando uma parada nas negociações pela terceira vez em duas semanas.

O roadshow para investidores da Shift4, planejado para a semana seguinte, começou a parecer menos provável a cada minuto. No meio de uma reunião de crise sobre como fazer a transição gradual dos funcionários para trabalhar em casa, alguém na sala deu a notícia: o governador da Pensilvânia, Tom Wolf, estava prestes a impor uma ordem mais rígida de permanência em casa no dia seguinte que fecharia efetivamente os escritórios da Shift4.

“Foi um grande momento de mudança de vida”, diz Isaacman. “Muitos questionamentos estavam passando pela minha cabeça, se ia ter um retorno dos escritórios e se a empresa ainda estaria de pé.” Na última semana de março, as transações dos 125 mil clientes de seus restaurantes da Shift4 caíram 74% em comparação com a primeira semana de fevereiro, enquanto as de seus 21 mil hotéis caíram 86%.

Todos foram para casa, exceto Isaacman. Cercado por corredores vazios na sede da Shift4 de cerca de 7.400 metros quadrados, ele trabalhava 16 horas durante a semana e nos fins de semana das 9h às 17h. Para ajudar a manter a base durante o período de instabilidade, ele dispensou as taxas por três meses e lançou um site onde os clientes podiam comprar cartões-presente; a Shift4 correspondeu a 5% de todo o dinheiro arrecadado. Ele lançou QR codes para pagamentos sem contato e criou um novo serviço para ajudar restaurantes a mudar para pedidos online.

Logo, a Shift4 voltou à vida. As transações do setor de restaurantes se recuperaram em 45% em maio a partir de seu ponto mais baixo em março, embora os hotéis continuassem a ficar para trás. A empresa abriu o capital em junho na Bolsa de Valores de Nova York antes de registrar seu melhor mês em julho –lidando com 25% mais pagamentos do que durante o mesmo período em 2019.

Desde o IPO, os dias de trabalho de Isaacman ficaram ainda mais longos. Apesar de registrar um prejuízo líquido de US$ 75 milhões em vendas de US$ 67 milhões no segundo trimestre –em grande parte devido à pandemia–, a Shift4 está agora agregando clientes novamente. Como exemplo, o Las Vegas Raiders da NFL e sua nova casa, o Allegiant Stadium, assinaram contrato em julho. As taxas mais baixas do Shift4 em relação aos seus principais rivais Elavon e FreedomPay são mais atraentes atualmente a medida que restaurantes e hotéis procuram maneiras de cortar custos. Isaacman está planejando uma expansão no exterior e planeja ir além de seu território de pagamentos em hospitalidade.

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Quando ele precisa de uma pausa em sua programação contínua, ele vai para sua casa no sul de Montana, onde mantém seu MiG. Ele então troca sua camisa da Shift4 por um traje de voo e parte para o céu. “Ainda é uma terapia, uma fuga”, diz ele.

Uma segunda onda de casos de Covid-19 no final do ano ainda pode colocar tudo em risco, mas Isaacman não está preocupado. “Este é um jogo longo”, diz ele, “mas o mundo vai voltar à vida.”

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