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Escolhas do editor

5 lições de negócios do bilionário de cosméticos Leonard Lauder, da Estée Lauder

Com livro recém-lançado, o executivo aponta que uma decisão nunca deve ser tomada sem a participação de uma mulher à mesa

3 min
Patrick McMull/Getty Images
ReproduçãoO filho mais velho da família, aos 87 anos, reflete sobre seu legado e a empresa que ajudou construir

Todos os caminhos levaram Leonard Lauder aos negócios da família. No livro recém-lançado de memórias pelo bilionário, “The Company I Keep” (“A Companhia que Eu Mantenho”, na tradução livre e sem edição em português), Lauder descreve que, desde criança, ele viu sua mãe (e mais tarde acompanhada por seu pai, Joseph Lauder) construir a marca de cosméticos Estée Lauder, que tinha como objetivo fazer as mulheres se sentirem especiais.

“Somos mais do que uma empresa familiar”, disse seu pai ao “The New York Times”, em 1958, 12 anos após a fundação oficial da empresa. “Somos uma família nos negócios”, aponta. A Estée desenvolveu seus produtos –primeiro cremes, depois maquiagem e fragrâncias– ao mesmo tempo em que convencia lojas como a Saks Fifth Avenue a vendê-los. Seu pai e seu irmão mais velho ajudavam com embalagem, entrega e logística. Quando chegou a hora de ir para a faculdade, seu pai o aconselhou a ser químico. No entanto, Lauder tinha outros planos. Ele estudou administração e, depois de alguns anos na Marinha, ingressou na empresa em 1958 para ajudar a transformá-la em um gigante multibilionário. Ele atuou como presidente da Estée Lauder de 1972 a 1995 e também foi diretor executivo de 1982 a 1999, até se aposentar.

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Atualmente, a Estée Lauder Cos. é dona de 29 marcas –incluindo MAC, Bobbi Brown e Clinique–, cujos produtos são vendidos em 150 países. O conglomerado de beleza listado na Bolsa de Valores de Nova York é parcialmente propriedade de seis membros da família Lauder, todos bilionários graças a suas participações na empresa. O irmão de Lauder, Ronald, é o presidente da Clinique. A filha mais velha de Ronald, Jane, é a presidente global da Clinique, e sua filha mais nova, Aerin, é diretora de estilo e imagem da Estée Lauder. O filho de Lauder, William, é o presidente do conselho, e seu filho mais novo Gary, que não seguiu os passos de seu pai, é um capitalista de risco no Vale do Silício.

Com suas memórias, Lauder leva os leitores a uma viagem multigeracional desde os anos 1940, quando a inteligência e as estratégias de marketing de Estée traziam seus clientes e parceiros de negócios, utilizando-se de várias amostras grátis, até 2020, quando a empresa reflete uma nova geração da família na liderança dos negócios, desde a aposentadoria de Lauder, em 1999. Uma história da indústria de cosméticos em constante mudança, bem como os negócios de agora, que somam como receita US$ 14,3 bilhões (no ano fiscal até junho de 2020). Seu livro é um manual para aspirantes a empreendedores. Segundo estimativas da Forbes, o executivo vale US$ 21,3 bilhões.

Estee Lauder/Getty Images
Estee Lauder/Getty ImagesLivro recém-lançado por Lauder, “The Company I Keep”

Veja, na galeria a seguir, cinco lições de Lauder:

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