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Estudo com 67 mil profissionais de saúde confirma eficácia da CoronaVac contra variante de Manaus

Segundo levantamento, a vacina preveniu o adoecimento pela Covid-19 em 50% dos casos apenas 14 dias depois da aplicação da primeira dose

3 min
Amanda Perobelli/Getty Images
Amanda Perobelli/Getty ImagesFuncionários manuseiam frascos da vacina CoronaVac em fábrica do Instituto Butantan, em São Paulo

A vacina contra Covid-19 CoronaVac, do laboratório chinês Sinovac e envasada no Brasil pelo Instituto Butantan, é eficaz contra a variante P.1 do novo coronavírus em 50% dos casos apenas com a aplicação da primeira dose, mostrou um estudo feito com 67.718 profissionais de saúde em Manaus, onde a nova cepa – que surgiu na cidade – é predominante.

O estudo, feito pelo grupo de pesquisa Vebra Covid-19 (Sigla em inglês para Efetividade da Vacina contra Covid-19 no Brasil), mostrou que a CoronaVac preveniu o adoecimento pela Covid-19 em 50% dos casos apenas 14 dias depois da aplicação da primeira dose. Uma segunda dose, aplicada entre 21 e 28 dias depois da primeira, é necessária para completar o ciclo de imunização.

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Conforme a “Reuters” antecipou no início de março, um outro estudo, esse feito pelo Butantan em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e em menor escala, já havia mostrado a efetividade da vacina contra a variante de Manaus. Para este estudo, o instituto colheu sangue de pessoas que haviam sido imunizadas com a CoronaVac e fez o teste com a variante em laboratório.

A pesquisa em maior escala feita em Manaus comprovou as informações dadas pelo Butantan.

O grupo Vebra, formado por pesquisadores de universidades brasileiras e estrangeiras, servidores de saúde dos Estados de São Paulo e Amazonas, e das cidades de Manaus e São Paulo, segue ainda a pesquisa para verificar a efetividade da vacina depois da aplicação da segunda dose. Ainda assim, a avaliação até agora é de que a CoronaVac é capaz de diminuir a circulação da variante de Manaus.

“Esses resultados são encorajadores porque a CoronaVac continua sendo efetiva na redução de risco de doença sintomática em um cenário com mais de 50% de prevalência de P.1. Esses achados apoiam o uso contínuo dessa vacina no Brasil e em outros países com a circulação da mesma variante”, diz a nota do grupo divulgada hoje (7).

Os pesquisadores também farão o mesmo estudo com a vacina desenvolvida pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford, envasada no Brasil pela Fundação Oswaldo Cruz. Também no início de março, a “Reuters” antecipou que estudos preliminares apontaram a eficácia deste imunizante contra a variante P.1, informação posteriormente confirmada pela Fiocruz.

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A chamada variante de Manaus foi identificada no início de janeiro, quando o Japão informou ao governo brasileiro que quatro viajantes vindos da cidade carregavam a Covid-19 com uma cepa diferente da encontrada até então.

Mais contagiosa, a chamada P.1 se espalhou rapidamente pelo Brasil e está cruzando as fronteiras para outros países da América Latina. (Com Reuters)

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